O número de cheques sem fundos (a partir da segunda devolução) foi de 8,5 por mil cheques emitidos no mês de junho de 98, o menor número deste ano, depois dos recordes registrados nos meses de abril e maio, de 10,8 e 10,7 cheques devolvidos para cada mil emitidos. Os números foram divulgados ontem pelo presidente da Serasa, Elcio Anibal de Luca.
O volume de cheques compensados vem se reduzindo desde o início do Plano Real. No primeiro trimestre de 94, foram compensados 1,07 bilhão de cheques. Esse número caiu para 0,89 bilhão no primeiro trimestre de 95 e depois para 0,76 bilhão no mesmo período de 96, 0,72 bilhão em 97 e 0,70 bilhão no primeiro trimestre de 98.
A Serasa informou também que o número de títulos protestados de pessoas físicas bateu um recorde no Plano Real no período entre julho de 97 e junho de 98. Foram 2,350 milhões de títulos protestados, contra 1,259 milhão no início do Plano Real (entre julho de 94 e junho de 95).
Os dados da Serasa mostram que a participação percentual de pessoas físicas em títulos protestados alcançou o recorde de 30,32% no período entre julho de 97 e junho de 98. No início do Plano Real, no período entre julho de 94 e junho de 95, esse percentual era de 18,63%.
O número de títulos protestados de pessoas jurídicas, por sua vez, recuou no período entre julho de 97 e junho de 98 em relação ao período anterior, passando de 5,494 milhões para 5,399 milhões. O recorde de títulos protestados pessoa jurídica foi de 7,217 milhões entre julho de 95 e junho de 96.
Nos períodos anteriores ao Plano Real, os títulos protestados eram em menor número. No período de julho de 93 e junho de 94, os títulos protestados chegavam a 3,143 milhões. No geral, o recorde de títulos protestados ocorreu entre julho de 95 e junho de 96, quando o volume atingiu 9,266 milhões.Arquivo FolhaPeríodo negroRecorde de cheques frios foi registrado entre abril e maioAgência Estado

mockup