Em ambiente de franco otimismo e futuro promissor, os contratos de câmbio futuro não param de cair. Ontem, os preços projetados para os próximos meses registraram novas baixas, ainda que discretas - limites técnicos impedem a euforia. Na BM&F, os contratos para agosto, setembro e outubro recuaram 0,02%; e para novembro, -0,1%.
A semana não poderia ter sido melhor. Iniciou com o acordo entre Rússia e FMI e a valorização do iene, por causa da saída do primeiro-ministro japonês, Ruytaro Hashimoto. Nos EUA, a Bolsa de Nova York bateu novo recorde de pontuação, superando o nível dos 9.300.
Os leilões de privatização no Brasil também deram ânimo ao mercado no Brasil. E tem mais: o anexo IV já está acusando saldo positivo de ingressos de recursos estrangeiros no País nesta primeira quinzena do mês. A balança comercial dá sinais de recuperação. E o leilão de Telebrás está aí, devendo coroar julho como o mês da virada, segundo expectativa do mercado.
O mercado à vista segue risonho pela expectativa da entrada de dólares. Se depender da torcida dos operadores e se o mercado externo não pregar nenhuma peça, os números da ‘‘crise’’ não mais vão se repetir; apenas constar das séries históricas das instituições financeiras.
O entusiasmo dos investidores parece ter vindo para ficar no mercado de ações. Depois de superar a fase de baixas consecutivas, provocadas principalmente pela crise nos mercados asiáticos e russo, os operadores já acreditam que os ganhos obtidos durante esta semana se consolidem. Ontem a Bolsa de São Paulo fechou em alta de 1,37% e a Bolsa do Rio, de 1,17%.

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