Julgamento da Sonae no Cade é adiado
Carmem Murara
De Curitiba
O grupo Sonae ganhou ontem um fôlego de 15 dias no processo que investiga a formação de monopólio no setor supermercadista, em Curitiba. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou por 15 dias a votação do processo de controle preventivo, que foi aberto após o Sonae ter comprado a rede Mercadorama. O adiamento foi proposto pela relatora do processo Lúcia Helena Salgado. Ela alegou que precisava obter mais informações sobre a fatia do mercado varejista que a Sonae detém na região de Curitiba.
A votação do processo da Sonae na compra da rede Mercadorama deve retornar à votação no próximo dia 27. Até lá, diretores da empresa devem prestar os esclarecimentos ao Cade. A votação do controle preventivo é uma prática corriqueira feita pelo conselho, em todos os processos de compra, aquisições e fusões de empresas. A intenção é julgar se estas operações resultaram em prejuízo para os concorrentes e se houve a formação de monopólios, oligopólios ou cartel.
Segundo a assessoria do Cade, a entrada em votação ontem não dizia respeito às denúncias de formação de monopólio feitas pelo Ministério Público Estadual. A Sonae tem afirmado que não teme por este processo, por considerar que não cometeu qualquer ato irregular na compra da rede Mercadorama, em dezembro do ano passado, e o Coletão, em março deste ano.
A Sonae divulgou um comunicado sobre a mais recente compra dos supermercados Muffatão. Na nota, diz que concluiu o acordo para a compra das atividades varejistas do Muffatão, na segunda-feira: A transação permitirá à Sonae alargar suas atividades em novas áreas no interior do Estado, dando continuidade aos investimentos e modernização das lojas.





