Juíza pode decidir hoje destino de dono de posto
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Benê Bianchi Reportagem Local 
O advogado André Luiz Salvador espera para hoje uma decisão da juíza da 5ª Vara Criminal, Oneide Negrão, sobre o pedido de relaxamento da prisão preventiva ou concessão da prisão domiciliar do dono de posto Luiz Bolognese. A previsão é que ele deixe o Hospital Evangélico nas próximas horas. Bolognese está internado desde segunda-feira, quando se apresentou à Justiça e passou mal durante o depoimento.
André Salvador anexou ao pedido os laudos assinados por médicos que atenderam Bolognese. Segundo o advogado, o laudo assinado pela gastroenterologista Rossana Resende aponta que o empresário está com hérnia hiatal com esofagite de refluxo, gastrite e duodenite erosiva moderada. O laudo psiquiátrico, assinado pelo médico Milton Bocato, relata alto limiar de ansiedade, síndrome de perseguição, manifestações somáticas e hipocondríacas associadas a um rebaixamento crítico situacional e traços depressivos.
Luiz Bolognese se apresentou à Justiça esta semana após passar mais de três meses foragido. Ele teve a prisão preventiva decretada sob acusação de formação de cartel nos preços de combustíveis e constrangimento de testemunhas. Ele nega envolvimento.
Sete donos de postos tiveram a prisão decretada. Dois deles, Sandro Zanchet e Maxuell Pavesi, se apresentaram, ficaram presos por cerca de 15 dias e tiveram a prisão relaxada. Continuam foragidos Reginaldo Monteiro, Nilo Morishita, Ismael Anselmo e Marcos Surian.
A guerra no varejo dos combustíveis não é nova mas ganhou contornos mais conflitantes com o anúncio do governo de reduzir os preços da gasolina em 20% nas refinarias. Contra o setor também pesa a acusação de dumping, praticado por bandeiras distribuidoras para enfraquecere distribuidores independentes. A frustração do consumidor com relação a baixa do preço prometida pelo governo pode esfriar a ação da justiça em punir os donos dos cartéis.


