Juíza mantém liminar que impede leilão da Inpacel
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sábado, 17 de janeiro de 1998
Agência Folha São Paulo 
O Banco Central perdeu ontem mais um round na batalha judicial que trava com os acionistas minoritários do Bamerindus para tentar vender a Inpacel e a BAF (Bamerindus Argo-Florestal). Os acionistas minoritários questionam na Justiça o preço mínimo pedido pelas duas empresas, de R$ 84 milhões, argumentando que o valor patrimonial supera os R$ 700 milhões, segundo balanço de 1996.
A juíza Leila Paiva, da 14ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, decidiu ontem manter a liminar concedida ontem, que suspendeu o leilão da Inpacel e da BAF, que aconteceria na Bolsa do Rio a partir das 10 horas. A decisão foi dada em resposta a um pedido do BC de reconsideração da liminar concedida. O Departamento Jurídico do Banco Central deve recorrer da nova decisão na próxima segunda. O Banco Central vai usar agravo de instrumento, alegando que a questão deveria ser julgada pela Justiça Federal de Curitiba (PR), sede do banco Bamerindus, controlador da Inpacel.
Apenas duas corretoras haviam depositado pela manhã a garantia para participar do leilão da Inpacel na Bolsa de Valores do Rio. As corretoras foram a Brascan, que representa o consórcio liderado pela empresa Champion de Papel e Celulose, e a Unibanco, que representa o consórcio Klapart.


