O juiz federal substituto Cleber Otero Sanfelici determinou ontem que o pecuarista André Muller Carioba, proprietário da Fazenda Cachoeira, se manifeste sobre os laudos do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Porto Alegre (RS). Os diagnósticos do laboratório foram juntados ao processo judicial na semana passada e indicam que das 209 amostras analisadas, 46 foram reagentes positivas ao exame Elisa 3 ABC. Das 46, 23 apresentaram reação ao exame EITB, que analisa as proteínas não estruturais do vírus.
A Fazenda Cachoeira é considerada foco de febre aftosa desde o dia 6 de dezembro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O sacrifício dos 1,8 mil bovinos já foi determinado pelo Mapa e pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), mas uma liminar da Justiça Federal impede o abate. O proprietário, através de seu advogado, tem cinco dias, depois da citação, para apresentar uma posição.
Na segunda-feira, o advogado Ricardo Jorge Rocha Pereira disse que pretende solicitar à Justiça outros diagnósticos do Lanagro que não foram apresentados. Segundo ele, há uma diferença de 66 laudos, uma vez que a União apresentou 209 resultados de sorologia e apenas 143 de líquido esofágico-faríngeo (LEF), analisados pelo Lanagro de Belém (PA). Nesse caso, todos os resultados são negativos. Ele deve requerer que a União apresente 209 diagnósticos de LEF, número semelhante de análises de sorologia.
Avaliação - A comissão que irá fazer a avaliação no rebanho da Cachoeira iniciou os trabalhos ontem. A assessoria de imprensa da Superintendência do Mapa em Curitiba informou que não há prazo para que os trabalhos sejam concluídos. O órgão só solicitou ao grupo que a avaliação ocorra ''o mais rápido possível''. A assessoria não soube informar como está sendo feita a avaliação.

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