O juiz da 10ª Vara Cível, Mário Azzolini, deferiu ontem liminarmente a emissão provisória de posse para a prefeitura de Londrina do terreno destinado à construção da fábrica da Dixie Toga. Para possibilitar a emissão de posse, a prefeitura depositou ontem, em juízo, os R$ 169.859,85, que é a diferença entre os valores de avaliação do terreno, de 90 mil metros quadrados, que fica na Cidade Industrial de Londrina.
De propriedade da Agropecuária Vezozzo S/C Ltda, a área foi avaliada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) por R$ 203.436,00, que fez o depósito, em juízo, deste valor no último dia 24. A avaliação do perito judicial Carlos Alberto Saldanha, nomeado pelo juiz Azzolini, foi de R$ 373.295,85. ‘‘Apesar de não termos concordado com este valor, fizemos o depósito da diferença por causa da urgência da doação do terreno. É que a Dixie pretende começar a fazer as obras de terraplenagem e a contratação dos funcionários em 60 dias’’, diz Eduardo Duarte Ferreira, secretário de Negócios Jurídicos de Londrina.
O pedido de doação do terreno foi protocolado ontem na Câmara, devendo ser votado em primeira discussão amanhã, segundo Ferreira. Ele diz que a prefeitura entrará na justiça requerendo nova perícia de avaliação da área entre hoje e amanhã. No local, a Dixie Toga pretende construir dois galpões para fabricação de embalagens flexíveis para indústrias de balas, biscoitos e doces, além de produtos para redes de fast food. A fábrica, que deve entrar em operação em janeiro de 98, terá investimentos de R$ 45 milhões e irá gerar cerca de 300 empregos diretos. A mão-de-obra de obra receberá treinamento em São Paulo. A geração de ICMS da indústria da Dixie Toga em Londrina será de US$ 7 milhões a US$ 8 milhões. A empresa tem nove plantas industriais e faturamento bruto anual de US$ 400 milhões.

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