O juiz da 7ª Vara Cível de Osasco (SP), Wilson Lisboa Ribeiro, acatou o resultado do leilão da massa falida da Adatel realizado dia 28 de abril, apesar de nenhuma das duas propostas apresentadas atingir o valor mínimo de R$ 3.656.543 estipulado. A decisão do juiz teve parecer favorável do administrador do leilão e do Ministério Público.
A massa falida da empresa, que era coligada da Sercomtel, foi arrematada por R$ 2,2 milhões pela Giga TV (Cabonnet), empresa com sede em Ourinhos (SP), que explora TV a Cabo e banda larga em 30 cidades do interior paulista. O responsável pela empresa já deixou com o juiz um cheque correspondente a 30% do valor da proposta. O restante será pago em seis parcelas.
Conforme mostrou reportagem da FOLHA publicada em abril, nenhum centavo obtido no leilão irá para o caixa da Sercomtel. Nos últimos 15 anos, a telefônica fez R$ 7,6 milhões de empréstimos para a Adatel. A operadora também não receberá nenhum centavo dos R$ 9,6 milhões enviados a Osasco a título de Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (Afac).
Pela Lei de Falência, os recursos obtidos no leilão vão para quatro tipos de credores. Pela ordem, devem ser quitados os débitos trabalhistas; na sequência, os de garantia reais (empréstimos a bancos); depois, os tributários; e, por último, os demais. Só os primeiros devem absorver o montante.
Já em São José (SC), onde a Sercomtel mantinha outra Adatel, a Justiça não acatou o pedido de falência com continuidade das atividades da empresa. No dia 24 de abril, decretou que a operadora de TV por assinatura seja lacrada. O advogado da Adatel, Guilherme Casado, diz que já recorreu desta decisão.

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