Jucepar diz que contrato com Sofhar não é irregular
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sábado, 21 de dezembro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Junta Comercial do Paraná (Jucepar) nega qualquer irregularidade na contratação da empresa de informática Sofhar, responsável pelo recadastramento obrigatório promovido pelo órgão entre 7 de outubro e ontem. Um inquérito policial da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública apura a contratação sem licitação da Sofhar e ainda a impossibilidade dela prestar serviços para o governo, já que teria impedimentos judiciais.
De acordo com o inquérito 416/02, os proprietários da Sofhar estão respondendo a processo na Justiça Federal por sonegação fiscal. A investigação também apura supostas mudanças no objeto social da Sofhar. Ela teria sido contratada pela Jucepar em 22 de agosto deste ano e feito alteração para se adequar ao trabalho proposto em 12 de setembro passado. Segundo o delegado Guaraci Joarez Abreu, isso mostra que a empresa não poderia ser contratada para o serviço.
O presidente da Jucepar, João Luiz Biscaia, está de férias. Segundo o coordenador administrativo do órgão, Dahir Fadel, a Sofhar apresentou todos os documentos necessários para prestar serviços ao governo estadual. Ele disse que a empresa mostrou certidões negativas que comprovam sua regularidade fiscal e que não estava com impedimentos judiciais quando foi contratada.
Fadel disse que desconhecia mudanças no objeto social da empresa. ''Para o recadastramento, precisávamos de uma empresa de informática, atividade da Sofhar'', acrescentou. Um dos proprietários da Sofhar, Luis Mário Luchetta, afirmou que a última alteração ocorreu há três anos. Segundo relatos colhidos pelo delegado Abreu, várias empresas poderiam oferecer o serviço, e a afirmação da Jucepar de que a Sofhar tinha ''notória especialidade'' é contestável.


