Curitiba - O Paraná despertou a atenção do banco americano J.P. Morgan, que inaugurou esta semana uma filial em Curitiba. O crescimento da economia brasileira e a geração de riqueza fora do eixo Rio-São Paulo chamou a atenção da instituição financeira, reconhecida por ter saído forte da crise global financeira de 2008.
O banco já tem escritório em Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) e prepara a expansão para mais uma capital, Recife (PE). Planeja ainda uma filial no interior de São Paulo, provavelmente Ribeirão Preto.
Outro fator que motivou a expansão da instituição financeira no Brasil é a onda de fusões e aquisições que vem aquecendo o setor de gestão de fortunas, área de forte atuação do banco, como explica o presidente do Morgan no Brasil, Cláudio Berquó.
Ao que tudo indica, o J.P. Morgan veio para o endereço certo. No Paraná, a tendência é que nos setores de alimentos, saúde e construção civil ocorram muitos negócios de fusões e aquisições. No final do ano passado, o Estado já era o terceiro em movimentação de abertura, fechamento e alteração contratual em Juntas Comerciais. São Paulo tinha a liderança com 38% da movimentação total, seguido de Minas Gerais (11%) e Paraná com a fatia de 6,9%, segundo dados do Departamento Nacional de Registro de Comércio.
Há um mito no mercado de que essas negociações acontecem apenas entre grandes companhias, mas as pequenas e médias empresas vêm tendo uma participação cada vez maior. E o J.P. Morgan também está de olho em pequenas, mas promissoras empresas. ''A diversidade paranaense é que mais nos atrai'', afirma Berquó. O J.P. Morgan opera no Brasil há 50 anos.

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