Combater o desemprego dos jovens traria ganhos para a economia mundial, diz a OIT. Se a atual taxa de 14,4% dos jovens sem um trabalho fosse reduzida pela metade, entre US$ 2,1 trihões e US$ 3,4 trilhões seriam somados ao PIB mundial, um ganho de até 7% em comparação ao PIB do planeta em 2003.
Para a OIT, a região que mais se beneficiaria seria a África, que poderia ver seu PIB aumentar em até 19%. Segundo o relatório, dar trabalho aos jovens dessas regiões pode significar tirar famílias inteiras da situação de pobreza.
Na avaliação dos especialistas, das 550 milhões de pessoas que trabalham no mundo e não ganham o suficiente para manter suas famílias, 25% delas são jovens. De fato, a OIT insiste em apontar que os trabalhadores jovens são os que mais sofrem coma precariedade no emprego. Eles são os que trabalham por mais horas, são os que mais estão em uma situação informal, são os que ganham menos e são os que contam com a menor proteção social.
As discriminações também atingem os jovens de forma mais pronunciada no trabalho. Na América Latina, 20,8% da população feminina entre 15 anos e 24 anos não encontra trabalho, contra 14% dos meninos. A taxa de desemprego entre as jovens latino-americanas é apenas superada pelo Oriente Médio, onde 31,5% das jovens não tem trabalho.
Uma das formas de lidar com o problema está sendo a construção de uma rede de alianças entre dez países, entre eles o Brasil, Egito e Irã, para debater estratégias de como reduzir o desemprego dos jovens. Segundo a OIT, a rede tem promovido o desenvolvimento de políticas de emprego nesses países. (J.C./AE)

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