Jovens na web formam mercado significativo
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sexta-feira, 17 de outubro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Ganhar os jovens com acesso residencial à internet pode significar uma fatia de um mercado com potencial de consumo de cerca de R$ 1,1 bilhão. Segundo o Ibope/NetRatings, joint venture criada pelo Grupo Ibope e pela Nielsen NetRatings para medir a audiência da internet brasileira, esses jovens pertencem essencialmente às classes A e B e possuem uma renda mensal média de R$ 397.
Mais importante ainda, trata-se de uma oportunidade de fidelizar desde cedo um consumidor que terá um poder aquisitivo maior dentro de alguns anos. ''Muitas empresas acham que não vale a pena investir em um consumidor que ganha apenas R$ 400 por mês. Mas elas esquecem que isso vai mudar no futuro'', diz o diretor de serviços de análises da instituição, Marcelo Coutinho.
Segundo ele, não existe uma fórmula milagrosa para ganhar os jovens da web. No entanto, já ficou claro que não adianta tentar resgatar formatos publicitários tradicionais. Para garantir algum retorno, as empresas devem apostar na interatividade e na criatividade. ''A internet exige um planejamento de comunicação. É preciso oferecer uma propaganda personalizada, caracterizada pela interatividade.''
Segundo Coutinho, algumas empresas estão sabendo aproveitar esse potencial. É o caso, por exemplo, das operadoras de telefonia celular. Ao utilizar o site dessas companhias para enviar um e-mail ou uma mensagem de texto para um telefone celular, o jovem acaba mantendo um contato constante com a marca.
Os sites da TIM e da Vivo, por exemplo, apresentam um índice de afinidade com os jovens internautas cerca de 50% superior à média observada em todo o mercado nacional, de acordo com o Ibope/NetRatings. Vale o mesmo para o site de varejo online Submarino. Nesse caso, o índice de afinidade é 27% superior à média do mercado.
Segundo a medição do Ibope/Ratings, os jovens brasileiros dedicam um tempo cada vez maior à navegação na rede e já se servem dessa ferramenta nas mais variadas atividades do dia-a-dia. Isso significa que as empresas que ficarem de fora desse meio correm risco de entrar em processo de envelhecimento.
De acordo com Coutinho, companhias que não souberem aproveitar os recursos da rede dentro de alguns anos simplesmente deixarão de existir na cabeça dos jovens. ''Daqui a algum tempo, quem quiser chegar ao consumidor jovem terá que usar um canal digital. Atualmente, já é difícil encontrar um jovem que dedique cerca de meia hora por dia à leitura de um jornal ou de uma revista'', observa.
Já na Internet, eles navegam em média 14 horas e 26 minutos por mês, superando inclusive europeus e japoneses, de acordo com a pesquisa realizada pelo Ibope/NetRatings. Cerca de 2,8 milhões de brasileiros com idades entre 12 e 24 anos possuem acesso residencial à rede, perdendo apenas para os norte-americanos, que navegam em média 21 horas e 48 minutos por mês.


