Jovens executivos e mulheres estão ganhando espaço
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sexta-feira, 17 de maio de 2002
Andréa Lombardo Equipe da Folha 
Curitiba O executivo com mais de 45 anos está perdendo espaço no mercado de trabalho para profissionais mais jovens e para as mulheres. Isso elevou para quase um ano o tempo médio em que o profissional especializado fica desempregado. Em 1997, o executivo levava em média quatro meses para conseguir uma nova colocação.
Os dados são da pesquisa feita pelo grupo Catho de consultoria em recursos humanos, em dezembro de 2001. Mais de 9 mil executivos foram entrevistados em vários estados brasileiros. O levantamento está reunido no volume A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros, que descreve em 141 páginas o perfil dos profissionais.
Como o mercado está cada vez mais competitivo, há uma acentuada orientação para contratar profissionais mais jovens, afirma o coordenador da pesquisa, Thomas Case. O que pesa nessa decisão, segundo ele, é a questão financeira já que o salário de um executivo com 50 anos, por exemplo, na maioria dos casos chega a ser 100% maior que o de um profissional de 30 anos.
Case não acredita que as empresas percam em qualidade por empregar profissionais mais jovens e, teoricamente, menos experientes. Segundo ele, há um maior dinamismo e preocupação entre os executivos jovens de estarem se atualizando constantemente, o que já não acontece com os mais maduros.
A nova realidade do mercado de trabalho está fazendo com que os executivos com mais de 40 anos busquem atividades paralelas. O brasileiro sabe driblar a demissão, disse Case, lembrando que 55% dos executivos têm uma fonte de renda paralela.
Outro dado curioso apontado pela pesquisa é que as mulheres estão ocupando cada vez mais cargos de diretoria e de gerência. Em 1995, 13,2% dos profissionais com cargo de diretor eram mulheres. No ano passado, o índice subiu para 19,2%. A participação feminina nos cargos de gerente, em 1995, era de 12,42%, e em 2001 pulou para 22,16%. O mesmo aconteceu com os altos cargos. Hoje as mulheres representam 15,14% das funções de presidente e gerente geral.
As diferenças salariais entre executivos homens e mulheres também estão menores. Em 2000, as mulheres ganhavam 17% a menos que os homens. No ano passado, a diferença caiu para 10%, revelou Case.


