Café com leite em pó, com leite condensado, com chocolate, com chantili, com sorvete, com licores variados, quente ou gelado. Esses são alguns tipos de cafés que as cafeterias londrinenses oferecem para atrair a clientela, principalmente os jovens – normalmente avessos ao cafezinho. No inverno, o consumo dobra, mas ainda não são muitos os adolescentes que trocam o refrigerante pelo café.
Num passeio pelo Catuaí Shopping, a reportagem constatou que a bebida não é a preferida dos jovens. Cena rara, num dos pontos de venda, Franciele Trizzotti, 19 anos, tomava um cafezinho expreso. ‘‘Tomo pelo menos quatro cafezinhos por dia. Gosto e fui acostumada desde pequena’’, comenta ela.
Saber preparar um bom cafezinho chega a ser uma arte na opinião do inglês James Elliott que, junto com a mulher Temis Fabíola, são sócios na cafeteria Punto Dolce, no shopping. Servindo alguns tipos novos, eles querem atrair jovens para o local. ‘‘Na cidade que já foi capital do café, muita gente não sabe apreciar a bebida e não conhece a história’’, opina Elliott, que tinha uma cafeteria em Londres. No verso dos cardápios do Punto Dolce, ele está contando a história do café na cidade.
‘‘Temos alguns jovens que tomam café, inclusive criança, mas ainda não é um número expressivo’’, comenta Temis, acrescentando que além do café tipo exportação, ingredientes de qualidade, como um bom leite, são importantes na hora do preparo. Entre os tipos de cafés que estão sendo servidos, Elliott destaca o machiato – com menta –, e o mocha, que usa chocolate e ainda o latte, com leite. Todos são preparados de forma especial. No tipo machiato o café, a menta e o creme não se misturam. O mesmo ocorre com o latte – o leite fica em baixo na taça, o café no meio e, em cima, o creme.
No Pátio San Miguel, ponto de movimento de adolescentes e jovens, são vendidos por dia mais de 400 doses. Desse total, cerca de 20% são consumidos por jovens com mais de 20 anos. Um dos dos sócios, Alexandre Alves Mello, disse que se o clima de Londrina não fosse tão quente, com certeza venderia muito mais. ‘‘O londrinense gosta de caf钒, diz.
No Café Quiosque, no coração do Calçadão, a rotatividade de pessoas que passam por dia por ali é grande. A dona do estabelecimento, Aparecida Carvalho, conta que sabe preparar mais de 100 tipos de café a preços que variam de R$ 0,90 a R$ 6. ‘‘Vem jovens, mas a maioria é o pessoal que já passou dos 30’’, comenta ela.
No cybercafé da livraria Porto, o carro-chefe é o capuccino gelado, com cara de milk shake. É a bebida preferida dos jovens que frequentam o local, comenta o gerente da Porto, Luiz Carlos Maciel. Nos finais de semana, são vendidos mais de 200 por dia e durante a semana chega a 70 taças diárias. A estudante Eliana Suss, 17 anos, estava no local saboreando um deles. ‘‘Não tomo café todos os dias, mas deste aqui gosto bastante’’.

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