O custo do seguro de um carro popular novo pode chegar a 21% do valor do veículo, para um motorista de 20 anos, conforme levantamento da BemMaisSeguro.com, fator que deve ser considerado no momento da compra. Diante do cenário de inflação alta, que encarece custos relacionados ao automóvel, e de elevação da alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Paraná em 40% neste ano, é importante que o consumidor considere todos os gastos antes de se decidir por um veículo.
O estudo levou em consideração os cinco automóveis com menores preços do País, com cobertura tradicional para roubo, furto e colisão. O perfil do condutor é de um jovem de 20 anos, que tenha garagem em casa, mas que estacione na rua ao sair para trabalhar ou estudar.
Com a proteção mais cara, o seguro do Fiat Palio sai até por R$ 5,2 mil ao ano, cerca de 21% do valor do carro. Na sequência aparecem Cherry QQ (R$ 5,2 mil e 20%, respectivamente), Uno Vivace, (R$ 5,2 mil e 19%), Clio Autentique
(R$ 4,7 mil e 18%) e Celta LS (R$ 4,1 mil e 16%).
Para o presidente da BemMaisSeguro.com, Marcello Ursini, é comum que o consumidor não tenha noção do custo do serviço. Ele diz que o perfil de jovem de 20 anos é de universitários que compram carros. "É um perfil mais exposto do que o de uma dona de casa com filhos, que nunca sai à noite, por exemplo", explica.
Além do preço do veículo, ele conta que são considerados o estilo de vida, a idade, o bairro onde a pessoa vive e os locais que costuma frequentar. É importante ressaltar que os jovens têm menos tempo de experiência ao volante e têm vida noturna mais ativa, o que eleva o risco.
Ursini afirma que, para oferecer uma alternativa a esse público, a BemMaisSeguro.com lançou um produto sem análise de risco. Neste caso, o custo fica cerca de quatro vezes mais barato para o jovem. Mas, mais caro para o público mais velho.
O corretor Eduardo Pereira da Costa Prazeres, da Eduardo Prazeres Corretora de Seguros, lembra que não é recomendado que o motorista informe que o pai ou a mãe são os condutores do veículo para tentar baratear o seguro, sob risco de penas que chegam ao não recebimento da cobertura em caso de roubo ou dano. "O contato de seguro é de boa fé e a companhia só confere os dados em momento de sinistro."
Prazeres afirma que o ideal é tentar parcelar o custo, para não ficar com o bem desprotegido, e sugere que o consumidor pesquise preços. "Existe muita diferença entre seguradoras, pode chegar a 20%, então é recomendado que se faça vários orçamentos", diz.
O estudante de direito Leonardo Teixeira, de 18 anos, ficou assustado quando soube que o pai teria de pagar R$ 3,5 mil de seguro do GOL - ano 2012 - que comprou para ele. "Sou responsável. Não acho justo ter de pagar mais só porque sou novo", afirma.

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