O Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Rio Grande do Sul negou que tenha realizado algum exame laboratorial para detectar febre aftosa no Paraná. A informação foi veiculada na edição de ontem do jornal gaúcho Zero Hora. Conforme a reportagem, o coordenador do laboratório João Becker, nega que exames tenham sido feitos no Estado.
''Tenho certeza de que não manipulamos nenhum vírus. É uma questão de segurança, porque o Estado é livre de aftosa'', afirmou, ontem (terça-feira), surpreso, Becker. Foi essa a declaração do coordenador do laboratório, segundo a matéria do Zero Hora. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou na quarta-feira a ocorrência de febre aftosa no Paraná.
Segundo release que consta no site do ministério, o secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel, confirmou que testes sorológicos realizados pelo Lanagro no Rio Grande do Sul comprovaram a existência de um foco da doença numa propriedade com 2.212 animais no município de São Sebastião da Amoreira.
Em um comunicado de esclarecimento enviado, por e-mail, para a Folha, sobre a Fazenda Bonanza (localizada em Eldorado - MS) a assessoria de imprensa do Mapa afirma que ''foram colhidas 532 amostras de soro-sanguíneo para pesquisa de anticorpos contra proteínas não estruturais do vírus da febre aftosa. As amostras estão sendo processadas no Lanagro/RS, aguardando-se os resultados para a próxima semana (esta semana)'', afirma a nota.
Os animais das propriedades paranaenses colocados sob suspeita pelo Mapa vieram e/ou tiveram contato com bovinos oriundos da Fazenda Bonanza, que faz divisa de cerca com a Fazenda Vezzozo, onde foi registrado o primeiro foco de aftosa no MS, e está a um raio de 3 quilômetros do foco. (F.M.)

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