Curitiba – Um Paraná livre de transgênicos e sem agrotóxicos. É esse o objetivo da 1ª Jornada Paranaense de Agroecologia, que deve reunir cerca de 3 mil pessoas em Ponta Grossa, entre os dias 17 a 20 de abril. São pequenos agricultores, estudantes, técnicos, professores e consumidores interessados em discutir a adoção de um novo modelo tecnológico para a agricultura, que garanta uma produção saudável, sem danos à natureza, e ao mesmo tempo economicamente viável para os agricultores.
Segundo o engenheiro agrônomo Celso Lacerda, diretor administrativo da Secretaria Municipal de Ponta Grossa, os produtores acreditam que necessitam de tecnologia moderna, como tratores e sementes de primeira geração para garantir competitividade. ‘‘Sem capital e consultoria adequada, ele acaba perdendo seu investimento e saindo do campo’’, diz, lembrando que a população rural de Ponta Grossa reduziu em 50% (de 16 mil habitantes para 7,5 mil) entre 1990 e 2000.
A intenção é reunir as experiências já existentes no Estado e garantir sua expansão em outras comunidades. A agroecologia tem um potencial inferior de produção em relação à agricultura convencional, mas seu custo é bem mais baixo.
Para o advogado Darci Frigo, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a adoção da agroecologia só será posssível com políticas públicas voltadas para essa orientação. ‘‘Não queremos criar um nicho no mercado. Queremos que todos, em especial a população mais carente, tenham acesso a uma alimentação mais sadia.’’
Organizada por diversas entidades, entre organizações não-governamentais, sindicatos de trabalhadores rurais e cerca de dez prefeituras, a jornada tem, como objetivo final, a valorização da agricultura familiar, o fim do latifúndio e a realização da reforma agrária.

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