Jornada aponta soluções tecnológicas
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
Soluções adotadas em Tecnópolis de diversos países foram apresentadas ontem na 7ª Jornada Tecnológica Internacional de Londrina, no Hotel Sumatra. Foram mostradas as experiências de sucesso em desenvolvimento alicerçado em inovação tecnológica em Austin e no Vale do Silício, nos Estados Unidos; em Lille, na França; na região da Emilia Romagna, na Itália, além de Porto Alegre (RS); Petrópolis (RJ), Campinas e São Carlos (SP).
A Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) quer transformar Londrina numa Tecnópolis, fazendo com que o município esteja entre os três mais atrativos do País para investimentos em alta tecnologia até 2010. Hoje, a cidade está ranqueada em 15º lugar.
O diretor do Instituto da Universidade do Texas, David Gibson, comparou Londrina com Austin, na década de 80. Em Austin o desenvolvimento também foi planejado e aconteceu em 15 anos. Agora, recebemos mensalmente 1,5 mil pessoas especializadas de todo o mundo, sendo que a taxa de desemprego é de 2,2%, disse. Ele lembrou que, em 1989, só havia uma empresa de capital de risco em Austin. Hoje, temos US$ 2,2 bilhões de fundos disponíveis e 30 empresas de capital de risco.
Como Londrina, Gibson disse que o perfil anterior de Austin era baseado na agricultura e pecuária. A transformação só foi possível através de educação básica e universidades de qualidade. Outro fator fundamental foi a parceria entre a iniciativa privada, academia e setor público, afirmou. A Dell, da área de informática, tinha dois funcionários em 1982 e, atualmente, tem 22,5 mil empregados.
O diretor de pesquisa em gestão no laboratório Claree, da Universidade de Lille, na França; Daniel Leroy, acredita que o mais importante para a transformação de uma região em Tecnópolis é a integração entre universidades e empresas. Leroy desenvolveu uma plataforma na internet utilizada por várias empresas francesas. Elas têm acesso a ensino a distância, gestão de projetos e serviços associados, além de soluções para agilizar a criação de empresas e melhorar o empreendedorismo e a capacitação de mão-de-obra, afirmou. Ele disse, que através do programa, os funcionários da empresa Eletricidade de França puderam fazer simulações para saber como os brasileiros tomavam decisões.
Também participaram da Jornada a arquiteta Ghissia Hauser, de Porto Alegre (RS); o italiano Paolo Onesti; o presidente da Fiep, José Carlos Gomes de Carvalho; e o prefeito de Londrina, Jorge Scaff.
A Jornada Tecnológica termina amanhã.


