Joint-venture
fará nova droga
para a malária
Frances Williams
de Genebra
Uma joint venture única, entre agências públicas internacionais e a indústria farmacêutica, foi lançada na quarta-feira a fim de desenvolver remédios contra a malária. De outra forma, essa medicação não chegaria ao mercado.
A Medicines for Malaria Venture (MMV), que vai operar em cooperação com o projeto ‘Derrotar a Malária’, da Organização Mundial de Saúde (OMS), planeja obter US$ 30 milhões por ano. A meta é registrar um novo medicamento contra a malária a cada cinco anos.
A MMV foi criada porque os custos cada vez mais altos de desenvolvimento e registro de produtos farmacêuticos, somados às perspectivas de retorno comercial insuficiente, resultaram no abandono de pesquisas. ‘‘Muitas empresas deixaram de lado essa questão por falta de consumidores com poder aquisitivo’’, diz Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da OMS. O custo médio de pesquisa e comercialização de um novo remédio é estimado em pelo menos US$ 500 milhões.
A malária é uma doença que atinge especialmente os pobres. A cada ano, entre 300 milhões e 500 milhões de episódios de malária resultam em prolongados surtos de enfermidade, perda de receita e mais de 1 milhão de mortes, principalmente na África. O projeto ‘Derrotar a Malária’’ tem por objetivo reduzir à metade a incidência mundial de malária até o ano 2010, momento em que os primeiros medicamentos produzidos sob o esquema da MMV devem estar disponíveis.

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