Joias são ideais para eternizar momentos. Mães guardam anéis, brincos ou correntes que foram das avós ou bisavós para presentearem filhas, que provavelmente farão o mesmo no futuro. Porém, muitas vezes as peças ficam esquecidas porque o modelo deixa de agradar com o passar dos anos ou porque não servem mais. Para manter as peças sempre atualizadas, muitas pessoas buscam ourives especializados em reformas.
Wagner Bieniek aprendeu a profissão ainda menino com o pai. Na opinião dele, ao contrário do que acontecia antigamente, quem tem joia quer usar e não deixá-la guardada no cofre. ''Muitas mulheres vêm aqui para modernizar as peças. Quem gosta e tem joia, não usa bijuteria'', acredita.
É o caso da professora aposentada Vani Messas Ruiz. Pelo menos uma vez por ano, ela leva as peças ao ourives para transformá-las. ''Não uso as mesmas peças que usava quando era mais nova. Nas reformas vou adequando os modelos com o passar dos anos'', diz.
O custo é um dos principais fatores que fazem com que muitas pessoas procurem a reforma. ''É bem mais barato do que comprar uma peça nova, além da possibilidade de voltar a usar a joia que estava esquecida no armário'', afirma o ourives Wagner Bieniek.
Vani Ruiz lembra que pagou menos de R$ 200 de mão de obra para fazer uma corrente que custaria quase R$ 700 para ser comprada pronta em uma joalheria. ''Compensa muito. Se não fosse a reforma eu não poderia comprar a peça'', justifica. Ela só não usa muitas peças no dia a dia por segurança. ''Além disso, hoje é possível misturar joias e semi joias, basta ter cuidado para que a combinação fique harmoniosa''.
O valor da mão de obra para a remodelagem da peça é estipulado de acordo com o tipo de trabalho e varia bastante. No caso de um par de alianças, o serviço mais procurado na fábrica de Wagner, o preço varia entre R$ 80 e R$ 250 em média. Porém, de acordo com o tamanho e os detalhes, a mão de obra de uma peça pode custar mais de R$ 1 mil.

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