John Deere muda razão social e amplia mercado no Brasil
A John Deere, maior fabricante mundial de equipamentos agrícolas, anunciou anteontem a alteração da razão social da filial no Brasil. A partir deste mês, a divisão brasileira da empresa recebe a marca John-Deere Brasil S.A., enquanto a SLC Participações vai atuar no mercado de agribusiness, com destaque para a produção agrícola. Prevê faturamento anual de R$ 240 milhões, através da subsidiária SLC Agrícola, que opera em cinco estados brasileiros, em mais de 120 mil hectares, grãos de soja, milho e algodão.
O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da John Deere, Eduardo S. Logemann, em entrevista à imprensa em São Paulo. Essa modificação já vinha sendo estudada desde julho de 1999 e não implica nenhuma alteração na linha administrativa da empresa. Por enquanto, não estamos prevendo produtos e instalações novas, disse. Explicou que o objetivo é uniformizar a marca na linha de maquinários e implementos e dinamizar o mercado de negócios agrícolas da SLC, o que representa uma grande confiança da empresa no mercado agrícola brasileiro.
Atualmente, a SLC Alimentos tem se destacado no ramo de arroz beneficiado, e está entre as três maiores empresas brasileiras do setor. Nesse ramo da SLC pretendemos expandir os negócios para as regiões Nordeste e Sul, com planejamento estratégico estimado em R$ 25 milhões, ressaltou o diretor comercial da empresa, Martin Mundstock.
Há 164 anos no mercado mundial de maquinários agrícolas, com 12 fábricas em 35 países e há 22 anos no Brasil, a multinacional, por meio de parceria com a empresa gaúcha SLC (Schneider Logemann & Cia), tornou-se reconhecida pela marca SLC Jonh Deere.
Em 1979, a Jonh Deere fez seu primeiro investimento direto no Brasil, responsável por 20% do faturamento da SLC e iniciou a implantação da marca no mercado brasileiro; em 1996, ampliou sua participação em 40% e a empresa adotou a razão social SLC John Deere, sendo que o controle acionário total foi repassado, em 1999, para a Deere & Company, quatro anos após início da fabricação da linha de tratores no Brasil.
Com faturamento de mais de US$ 13 bilhões no ano passado, a empresa vem se firmando no mercado brasileiro que é responsável por aproximadamente 5% do faturamento mundial. No Brasil, são mais de 100 unidades revendedoras dos equipamentos Jonh Deere; no Paraná, 11 concessionários integram a região.
Em 2000, a unidade brasileira da John Deere foi responsável por 40% das vendas no segmento de colheitadeiras no País (24,5 mil unidades) e 14% de tratores (3,7 mil unidades), sendo que 20% das vendas locais foram para exportação, principalmente para Europa, com faturamento total de R$ 558 milhões.
A empresa tem na sua linha fabril o complexo industrial de Nova Horizontina (RS), com mais de 1.700 empregados; a unidade industrial de Catalão (GO), onde são produzidas as colheitadeiras de cana-de-açúcar Cameco e a Divisão de Fundidos, em Santo Ângelo (RS).
Novidades/Agrishow 2001 A John Deeere Brasil S.A. também anunciou novos equipamentos de fabricação local que estarão expostos no Agrishow 2001, em Ribeirão Preto, de 30 abril a 5 de maio. Na linha de colheitadeiras, as versões 1450 e 1550 trazem a possibilidade de controlar o equipamento através de um monitor de rendimento que permite ao operador adequar a velocidade de deslocamento. O trator 7810 tem motor turboalimentado de 6 cilindros, com potência de 175 cv (cavalos), ampliando a linha de tratores da empresa.
A assessoria da empresa informou que os preços dos lançamentos têm variação de 5 a 8% sobre os valores da linhas tradicionais. Segundo o Deral, a média estadual no mês de março de preço de tratores John Deere, 6300, está cotada em R$ 58,560 mil; as colheitadeiras 6300, custa em média R$ 110 mil e as plantadeiras de 8 linhas, R$ 21,752 mil.





