Jogos são filão promissor para novas empresas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Mais do que brinquedos, os jogos eletrônicos para computador e aparelhos do tipo videogame vêm se mostrando um excelente negócio para um mercado de novas empresas no Paraná, criadas principalmente por jovens entre 20 a 25 anos de idade. Graças ao empreendedorismo desses empresários e o apoio da Rede Paranaense de Jogos de Entretenimento (Gamenet-PR), o Paraná é, atualmente, o primeiro Estado na produção de jogos eletrônicos e só perde para São Paulo na chamada indústria da Tecnologia de Informação e Comunicação, que produz softwares, hardwares e tecnologias de comunicação.
''O Brasil ainda tem muito a crescer, porque a maioria dos jogos existentes no País é importada. E esse é um grande potencial que pode ser substituído por produtos nacionais'', avalia Luiz Márcio Spinoza, coordenador do Programa W-Class, um programa conjunto do governo e iniciativa privada de incentivo à Tecnologia da Informação e Comunicação. Para ele, o incentivo da Gamenet tem sido fundamental para que o Estado se destaque no setor. Há 18 meses só existiam cinco empresas de desenvolvimento de jogos em todo País, sendo três do Paraná, que hoje já possui 14 empreendimentos do ramo, que geram cerca de 140 empregos diretos e 560 indiretos.
''Agora é preciso consolidar os investimentos no setor para que essas empresas tenham uma infra-estrutura para desenvolver e comercializar seus produtos'', diz Spinoza, lembrando que o mercado externo é um dos mais visados. Exatamente com o objetivo de incentivar as empresas e a troca de experiência entre as mesmas, a Gamenet está promovendo, em Curitiba, entre ontem e hoje, o 1º Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação para Jogos de Entretenimento.
No Paraná, uma das empresas de sucesso é a Continuum Entertainment, com sede em Curitiba. Fundada em 1998 por cinco rapazes formados em Informática, em 2000 a empresa lançou o jogo de computador Outlive, que se tornou o primeiro jogo para PC desenvolvido no Brasil a ser exportado para os Estados Unidos, Europa, Rússia, China, Coréia e Japão. Em dois anos, foram vendidas 40 mil unidades no Brasil e exterior.
Em parceria com a Brasoft uma das maiores empresas publicadoras de games no Brasil , que fez um acordo com o grupo Globo, este ano a Continuum lançou dois produtos com nomes de programas da Globo. Com preços de R$ 19,90 e R$ 29,90, bastante competitivos para o mercado de jogos, a empresa já vendeu 55 mil unidades dos dois jogos em menos de um ano. ''Não dá para citar números, mas nosso faturamento vem dobrando a cada ano'', diz um dos diretores da empresa, Rafael Rodrigues Dolzan, de 27 anos.


