As mu­lhe­res es­tão se igua­lan­do com os ho­mens em nú­me­ro e que­bran­do pa­ra­dig­mas quan­do o as­sun­to são os ga­mes. ­Elas ain­da são mi­no­ria no mer­ca­do de ga­mes pa­ra con­so­le (apa­re­lho de vi­deo­ga­me) – ape­nas 4% –, mas já re­pre­sen­tam qua­se me­ta­de do pú­bli­co de jo­ga­do­res de ga­mes pa­ra com­pu­ta­do­res, se­gun­do re­ve­lou a 1ªPes­qui­sa Ga­mes Pop da Ibo­pe Me­dia.
  De acor­do com o es­tu­do, os ga­mes fa­vo­ri­tos de­las são os jo­gos so­ciais e ca­suais. Nes­tes ­dois gru­pos, as mu­lhe­res são maio­ria – no pri­mei­ro, a par­ti­ci­pa­ção de­las é de 77%, e no se­gun­do, de 55%. Por ou­tro la­do, tam­bém exis­tem aque­les gru­pos de mu­lhe­res ‘‘­hard­core’’, que jo­gam tão bem quan­to os ho­mens quan­do o as­sun­to são jo­gos de ti­ro em pri­mei­ra pes­soa ou guer­ra, por exem­plo, diz o pre­si­den­te da As­so­cia­ção Co­mer­cial, In­dus­trial e Cul­tu­ral de Ga­mes, ­Moacyr Al­ves.
  Os jo­gos so­ciais são aque­les pre­sen­tes nas re­des so­ciais, co­mo Farm­Vil­le, City­Vil­le, pa­ra ci­tar al­guns fa­mo­sos, em que o jo­ga­dor po­de com­pe­tir ou con­tar com a co­la­bo­ra­ção dos ami­gos da re­de. Já os jo­gos ca­suais são aque­les que não re­que­rem gran­des es­tra­té­gias ou lei­tu­ra de tu­to­riais. São fá­ceis de jo­gar e têm du­ra­ção cur­ta, jus­ta­men­te pa­ra ser­vi­rem co­mo pas­sa­tem­po.
  Es­ta é a ge­ra­ção de Ga­brie­la Ton­di­nel­li Pes­ta­na, de 14 ­anos, fã de ­Call Of ­Duty e Bat­tle ­Field – jo­gos de guer­ra –, e do ­rock’n ­roll no Gui­tar He­ro. Pe­lo me­nos ­duas ve­zes por se­ma­na ela vai a uma lo­ca­do­ra de ga­mes pa­ra jo­gar. ‘‘Tem mui­ta me­ni­na que jo­ga ga­mes pa­ra me­ni­nos me­lhor que ­eles’’, ela res­pon­de, quan­do per­gun­ta­da se exis­te se­pa­ra­ção en­tre gê­ne­ro de jo­gos mas­cu­li­nos e fe­mi­ni­nos.

● Segundo a pesquisa da Ibope Media, a maioria das mulheres que joga no computador tem entre 40 e 49 anos, quebrando também o paradigma de que apenas jovens estão inseridos neste mercado


● Jogos de mistério, caça-objetos, aventura e terror são outros preferidos das mulheres



O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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