O mapa da mina

''Antes, as cidades dependiam das empresas para sobreviver. Agora, as empresas dependem das cidades para prosperar.''


Juliano Bastide, sociólogo

Brasília, quem diria, é a sétima melhor cidade do Brasil para fazer... para fazer? Para fazer negócios! Não se está aqui tratando de negociatas, ''ranking'' que ela certamente disputaria no grito. Fazer negócios é desfrutar no município de condições concretas e objetivas para instalar empresas, realizar projetos e desenvolver mercados.
A listagem anual das 100 melhores cidades do Brasil, edição 2001, foi sacada de uma pesquisa de campo em 234 municípios previamente selecionados. Trabalho da consultoria Simonsen Associados, por encomenda da revista Exame. Os critérios de avaliação são padronizados, o que permite o cotejo adequado de vantagens comparativas e a armação da sequência ano a ano de cada cidade ranqueada. Brasília estava em 5º lugar em 2000.
Curitiba reprisou a façanha do ano passado e vai continuar desfilando crachá de melhor cidade do Brasil para o capital produtivo de caráter empreendedor. De se notar que do primeiro ao oitavo posto temos capitais dando as cartas. Elas perderam fábricas, mas ganharam em serviços no sufoco da metropolização caótica.
Para arrumar brigas nos lares e nos bares, aqui estão, pela ordem, as Dez Mais de 2001, com a respectiva posição de 2000 entre parênteses: Curitiba, 1 (1); Florianópolis, 2 (3); São Paulo, 3 (4); Rio de Janeiro, 4 (7); Porto Alegre, 5 (2); Belo Horizonte, 6 (6); Brasília, 7 (5); Campinas, 8 (8); Blumenau, 9 (9); São José dos Campos, 10 (16). Esta última ocupou a vaga de Vitória no Top Ten, rebaixada do 10º para o 13º lugar.
A Simonsen Associados trabalha com corte demográfico: só vale para a triagem do ''ranking'' município com população superior a 95 mil habitantes, pelo Censo 2000. Os parâmetros de avaliação são os clássicos do gênero. Entre outros, tamanho do mercado atual, projeções do mercado futuro, infra-estrutura disponível e em obras, sinergias em cadeias produtivas, vocações regionais, movimentos corporativos no espaço nacional, acessos a mercados e padrões de qualidade de vida (educação, saúde, lazer, esporte, cultura, trânsito, segurança e condições ambientais).
A ponderação dos critérios, que esquentaria qualquer discussão da matéria, resultou em 85 indicadores combinados para cada município pesquisado. Cada um com peso de 0 a 5. Do 11º ao 20º lugar figuram, pela ordem, São Bernardo do Campo, Santos, Vitória, Cotia (SP), Ribeirão Preto, Niterói, Londrina, Jaraguá do Sul (SC), Joinville e Poços de Caldas.

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