Guia de investimentos?

Qual é a economia estadual mais competitiva do Brasil? Qual é a melhor qualidade de vida entre os Estados brasileiros? E qual é a melhor cidade do Brasil para se tocar a vida no trabalho e na família? Nas três pesquisas, tamanho não é documento. As respostas passam pela análise de quase uma centena de indicadores econômicos, empresariais, financeiros, estruturais, tributários, operacionais, trabalhistas, educacionais, sanitários, ambientais, políticos, culturais... Fácil, não?
Para responder à primeira indagação, a revista gaúcha AMANHÃ, de economia e negócios, contratou a consultoria paulista Simonsen Associados, especializada em localização de investimentos. Harry Simonsen Júnior faz a ressalva: não vale a tal de guerra fiscal na armação dos 10 Estados brasileiros mais competitivos. São expedientes fiscais predatórios e transitórios que perverteriam a percepção correta da verdadeira competitividade de cada economia estadual pesquisada.
Atribuindo-se o índice 100 à média do Brasil, eis o ranking dos 10 Estados mais aptos para a virada do Terceiro Milênio: 1) São Paulo, 166; 2) Rio de Janeiro, 145; 3) Minas Gerais, 134; 4) Paraná, 131; 5) Rio Grande do Sul, 130; 6) Santa Catarina, 112; 7) Espírito Santo, 91; 8) Bahia, 87; 9) Goiás, 86; 10) Pernambuco, 81.
Melhor qualidade de vida por Estado? A resposta é do Ipea. Que serve de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo metodologia da Pnud, das Nações Unidas, aplicada no mundo inteiro. Os cinco melhores pelo IDH: 1) Rio Grande do Sul, 0,87; 2) Santa Catarina, 0,86; 3) Paraná, 0,86; 4) São Paulo, 0,85; 5) Rio de Janeiro, 0,83. Embolados na ponta, igualam-se em qualidade de vida a três países degredados do paraíso socialista: República Checa, Polônia e Hungria.
Melhor cidade para se viver hoje no Brasil? Encomenda da revista Exame à consultoria paulista Trevisan & Associados. Num total de 100 pontos possíveis, sete capitais e três cidades do interior paulista na lista das 10 Melhores. Pela ordem: 1) Porto Alegre, 82,8 pontos; 2) Belo Horizonte, 81,9; 3) Campinas, 80,1; 4) Curitiba, 79,6; 5) São Paulo, 78,8; 6) Ribeirão Preto, 76,9; 7) Goiânia, 76,5; 8) Florianópolis, 75,7; 9) Rio de Janeiro, 75,1; 10) São José do Rio Preto, 74,8.

Peso maior

- Na pesquisa da Exame, edição nas bancas, a Trevisan levou em conta o interesse dos executivos e profissionais qualificados. Na escolha de uma cidade, pesam mais a base hospitalar e a base escolar do que taxas de criminalidade ou condições de trânsito.
Pela média
- Custos de habitação, mobilidade do mercado de trabalho, opções de esporte, lazer, cultura e até ‘‘bons restaurantes’’ igualmente têm importância no ranking das cidades. Na média ponderada, trilegal para Porto Alegre. Cuja nota mais baixa foi a do aeroporto.
Com saúde
- Campeã, Porto Alegre tem 1,3 milhão de habitantes. Um terço do município ainda é de produção rural. Na área médico-hospitalar, obteve a maior média do País. Em segundo lugar, São José do Rio Preto, SP. Em terceiro, Goiânia. Em quarto, a favorita, São Paulo.
Caipirada
- O interior paulista entra com metade do bloco secundário: 11) São Carlos, SP; 12) Botucatu, SP; 13) Uberlândia, MG; 14) Juiz de Fora, MG; 15) São Caetano, SP; 16) Niterói, RJ; 17) Uberaba, MG; 18) Araçatuba, SP; 19) Santa Maria, RS; 20) Presidente Prudente, SP.

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