‘‘O pessimismo jamais ganhou uma única batalha.’’
Otto von Bismarck (1815-1898), estadista alemão
A bola é azul
São Caetano acaba de ganhar o título de campeão brasileiro em qualidade de vida. Título mais cobiçado nas duras lides do futebol da vida. Até por causa dessa conquista, em papel timbrado do Fundo das Nações Unidas para Infância e Juventude (Unicef), a Cidade Azul desponta na vida do futebol como endereço do primeiro finalista do campeonato nacional de 2000, já com passaporte visado para a Libertadores de 2001.
Incrustada no rodapé da reemergente zona leste da capital paulista, São Caetano é campeã brasileira de judô (base de 17 centros com 5.608 praticantes), é tetracampeã dos Jogos Abertos do Interior e desfila o crachá de octacampeã brasileira de atletismo. Com 19 atletas de ponta nos Jogos Olímpicos de Sydney.
Atletas de ponta? A cidade orgulha-se de hospedar 21 medalhas olímpicas de ouro, prata e bronze nas três últimas edições de Sydney, Atlanta e Barcelona. A prefeitura municipal investe R$ 1,7 milhão por ano no suporte de instalações, equipamentos, materiais e funcionários para 28 modalidades esportivas – incluído o futebol do Azulão & Cia. Parcerias com o setor privado multiplicam essa verba por 12. Tudo sob férrea administração da prefeitura.
O modelo corre com dois cavalos na mesma raia: o Programa Esportivo Comunitário (PEC) e o Esporte de Alto Rendimento (EAR). O primeiro começa pelas escolas da primeira infância e o segundo culmina com a profissionalização de atletas de padrão olímpico.
Idéia e obra da equipe do prefeito Luiz Tortorello (PTB), hoje no terceiro mandato. Ele foi reeleito, já no primeiro turno, em outubro, com 78% dos votos válidos. Última façanha: trazer para São Caetano, em 2001, o primeiro centro regional da Confederação Brasileira de Atletismo, megaprojeto de formação de competidores de ponta.
Eis o ecossistema social que deu asas e garras ao São Caetano do ‘‘bomber’’ Adhemar, com H. Uma equipe que redescobre o futebol brasileiro vencedor – a que joga e deixa jogar porque joga melhor que todo e qualquer adversário que não mais sabe jogar com bola redonda. O agradecimento é de 138 mil conterrâneos orgulhosos e de 55 milhões de telespectadores encantados.
Nem só de esporte ou de futebol vive a revolução administrativa de São Caetano. No orçamentário, no econômico, no social, no ambiental. O petebista Luiz Tortorello, mal escoltado por um partido fisiológico e quase nanico, profissionalizou a gestão municipal e cuidou de fazer coisas melhores e de fazer melhor todas as coisas.

SECOS & MOLHADOS

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