Joelmir Beting
As tecnologias da informação fortalecem as pessoas na justa medida em que enfraquecem os governos.
Leo Bogart, sociólogo americano
Rede sem padrão?
O ano 2000, Ano de Guga, marcou o saque tipo ace, entre nós, da primeira ligação GSM 1,8 GHz, em março. E a primeira paralela tipo winner do (General Packet Radio Service - GPRS), em setembro, para os serviços de transmissão móvel de dados em alta velocidade. Ambas as iniciativas da grife Siemens, gigante alemã da confluência telecom/datacom.
A corrida pelo domínio das picanhas do suculento mercado brasileiro de serviços limitados e especializados de telecomunicação, vulgo SLE, movimenta fabricantes e fornecedores de equipamentos e sistemas, operadoras de telefonia e de multimídia e, até mesmo, empresas de transporte, de petróleo e de energia.
O mercado igualmente desencadeia uma briga de foice entre as redes a cabo óptico e as redes sem fio. O público-alvo é uma comunidade de 37 milhões de usuários brasileiros para serviços de transmissão de dados projeção do Paste 2000 para o Brasil 2005. Usuários já então famintos de produtos e serviços de valor adicionado. Claro, a bordo da banda larga de som, imagem e dados.
Consultores do ramo destacam o advento do mercado mais explosivo de todos: o da transmissão de dados. Sobre a telefonia da voz, inaugurada em 1886, a transmissão de dados passará a responder, em mais dez anos, por três quartos das receitas totais das telefônicas.
E o celular de terceira geração, o tal de 3G? Bem, ele ainda paga tributo ao próprio noviciado tecnológico e ao padrão ainda rarefeito da infra-estrutura brasileira. Mas não se deve perder de vista o potencial do negócio, situado na convergência da versatilidade da telefonia móvel com a globalização do protocolo IP da Internet. Que dá carona ao Wireless Application Protocol (WAP).
A primeira geração do celular foi a da radiotelefonia analógica. A segunda, a comutação digital de banda estreita. A terceira, já no mercado, é a digital de banda larga pero no mucho. Tenta-se nos meandros da Universal Mobile Telecommunications Society (UMTS) a adesão maciça de empresas e de governos ao padrão IMT-2000, estabelecido pela União Internacional de Telecomunicação (UIT).
Que bicho é esse? Um celular global, de padrão único (um truísmo?), na lógica da economia em rede. O que mais se encaminha para esse padrão global é justamente o Global System Mobile (GSM).
Entre nós, ele ocupará o espectro de 1,71 a 1,85 GHz, com a geração 3G posicionada no core band de 1,885 a 2,2 GHz. Sacou?
SECOS & MOLHADOS





