‘‘Aprendi que metade do que planejo é inútil. Pior: ainda não sei qual é a metade inútil.’’
Henry Ford (1863-1947), inventor da linha de montagem
Engenharia de musculação
Engenharia de manutenção? Por que não engenharia de musculação? Eis uma denominação igualmente adequada para os modernos conceitos, processos, sistemas e programas de manutenção de instalações e de equipamentos aplicados por empresas de todos os setores – e não apenas do setor industrial.
Destaque, claro, para a manutenção preventiva, permanente, que esvazia ou até mesmo elimina os trabalhos de manutenção corretiva. Não se descartam, no caso, as reservas para manutenção emergencial e para a reposição ou substituição de máquinas e sistemas alinhada com os procedimentos de manutenção.
Outra reflexão pertinente: na moderna economia, a engenharia de manutenção, no conceito de musculação da empresa para os pesados embates do mercado, não mais deve ser debitada na coluna da despesa. Ela deve ser creditada na coluna do investimento em desempenho empresarial – com retorno generoso e garantido. Exatamente como os trabalhos de preparação física e emocional dos atletas de elite para as equipes de ponta.
Essa nova percepção da engenharia de manutenção já se espalha por todas aquelas empresas brasileiras hoje plugadas nos desafios do século 21, que já chegou. E para as quais a obsessão da produtividade funciona como a tal de ‘‘batalha da ponte’’, a que decide a guerra.
Resultado: em manutenção, o setor privado brasileiro deve fechar o ano com investimentos em bloco de R$ 66 bilhões, na estimativa da Associação Brasileira de Manutenção (Abraman). São fábricas, lojas, hotéis, bancos, hospitais, clubes e serviços em geral, incluída a vasta malha das instalações e dos equipamentos das gestoras e operadoras do transporte intermodal.
Muito ou pouco? Algo parecido com 6% do PIB (a dólar de R$ 1,90). Sobre 1994, uma evolução expressiva, segundo a Abraman. Naquele ano, primeira grande onda de modernização da economia, os investimentos em manutenção movimentaram 3,4% do PIB.
O mercado da manutenção cresce na horizontal da diversificação e do espalhamento da economia e na vertical da modernização das empresas – independentemente da evolução do PIB. Com a retomada econômica, agora esboçada, o setor espera crescer 7% ao ano, dobrando de tamanho até 2010.


SECOS & MOLHADOS

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