Joelmir Beting
Dobra em sete meses
A plataforma digital do comércio eletrônico no Brasil abrigava, nesta virada do semestre, nada menos de 262 mil sites ponto.com de um total de 277 mil domínios ponto.br. Endereços espalhados por mais de 430 provedores e portais. O levantamento é da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), órgão responsável pelos registros de domínios na Internet brasileira.
Onúmero de sites cresce quase mil por dia. O número de portais e provedores decresce de mais de 1.200, há exatamente um ano, para menos de 150, provavelmente, daqui a um ano. Dos mais de 430 hoje existentes, apenas um terço está realmente formatado, em qualidade, para a realização de transações comerciais entre empresas (business-to-business ou B2B) e destas com os consumidores (business-to-consumer ou B2C).
Aestimativa é da consultoria Symnetics. No setor industrial, os portais de perfil vertical estão assim focados: 37% na construção civil; 18% na cadeia têxtil; 12% na cadeia química/petroquímica; 11% na siderurgia/mineração; 9% na cadeia automotiva; 7% no eletroeletrônico; 5% nos demais ramos.
No setor de serviços, 18% dos portais cobrem o ramo de varejo; 12% o do atacado; 11% o da saúde; 10% o dos transportes; 10% o do financeiro; 9% o do jurídico; 7% o do agronegócio; 6% o das consultorias; 5% o da educação; 12% o dos demais.
Difícil é localizar a verdadeira métrica da Internet brasileira que estaria dobrando de tamanho a cada sete meses. Em cada fonte, um dado diferente ou discrepante. O número de internautas, nesta altura do calendário, já estaria acima de 11 milhões (no chute mais alto) ou ainda abaixo de 5 milhões no chute rasteiro. Isso já não é mais uma diferença contábil é uma catástrofe estatística.
E o que dizer da fatura em bloco do comércio eletrônico verde-amarelo? A International Data Corporation (IDC) arrisca, para este ano, um total de negócios on-line de US$ 430 milhões (contra US$ 211 milhões em 1999). A fatia do leão, a do B2B, seria de 72% desse total. A coisa chegaria a US$ 9,2 bilhões em 2005.
Outras consultorias preferem deixar projeções de médio prazo para o advento da banda larga sem fio, quando o celular já estará dando um chapéu no micro nos acessos de B2B e de B2C. A atual plataforma de celulares de Bandas A e B aproxima-se de 20 milhões de unidades. E a introdução já iniciada de aparelhos com tecnologia WAP tende a acelerar ainda mais os usos e os abusos da telefonia móvel, com crescimento sustentado de 82% ao ano.





