Joelmir Beting
Joelmir Beting
Outro baita negócio pela Internet: o garoto Thiago vendeu a cadelinha Chip por US$ 1 milhão e recebeu dois gatinhos por US$ 500 mil cada.
Luiz Paulo Verginiaud, consultor, citando chats da Web.
Megamultimídia na mão
A A taxa de inclusão do celular no Brasil passou de menos de 1%, em 1994, para 11% agora em abril incluídos os do sistema pré- pago. Aposta-se numa inclusão de até 30% por volta de 2005. Na Finlândia da Nokia e na Suécia da Ericsson, a penetração do celular já passa de 70% da população total. Contra 63% da telefonia fixa.
A evolução do sistema, no Brasil, corre com três cavalos no mesmo páreo: 1) o da ampliação física das redes; 2) o da modernização tecnológica do setor; 3) o da migração do mercado da banda A para a banda B e, logo mais, para a banda C a do celular de terceira geração.
A coluna tratou do assunto na edição de terça-feira. O celular 3G não será propriamente um celular. E, sim, também um celular vestido de computador e de televisor. Um portátil multimídia ou megamídia plugado na Internet de banda larga, com capacidade e velocidade para o transporte de vozes, imagens, textos e dados. Um objeto de desejo nem
sequer sonhado pelos autores de ficção científica.
Lembram-se do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço? Projetava-se para os nossos dias, com Arthur Clarke e Stanley Kubrick, o triunfo final do supercomputador Hal (letras que antecedem no alfabeto a sigla IBM, então a rainha global do mainframe). Um computador dotado de inteligência artificial, com laivos de consciência humana e de sentimento animal. Pois, em 2001, estaremos devidamente servidos não pelo supercomputador nem pelo microcomputador, mas pelo megamultimídia sem fio de bolso.
Antes de 2005, conectado com qualquer biboca do planeta pelo padrão global IMD 2000/UIT. Haverá até lá uma convergência mundial de todas as tecnologias, sistemas e frequências. Está por um fio sem fio a atual Torre de Babel digital garantiu ontem, no Riocentro, no encerramento da Americas Telecom, um porta-voz (ou porta-dados?) da União Internacional de Telecomunicações (UIT).
Os maiores fabricantes da telefonia celular já estão mergulhados no projeto de convergência do IMD (International Mobile Telecomunications) a da busca do padrão global para o período 2002 a 2020. Entre outros, as escandinavas Nokia e Ericsson, as americanas Motorola, Lucent e Qualcomm, as japonesas Matsushita, Mitsubishi e Nec, a canadense Nortel, a alemã Siemens e a francesa Alcatel.
Essas mesmas empresas fazem posição também para o celular 3G e o padrão IMD/UIT aqui no Brasil. Só falta a Anatel pavimentar a nova megainfovia com marcos regulatórios adequados.
Secos & Molhados
Apostando
- Gigante sueca das telecomunicações, a Ericsson acaba de trocar os Estados Unidos pelo Brasil. Ela vai transferir de San Diego para São Paulo o laboratório de softwares para a plataforma CDMA da telefonia celular. Laboratório que pertencia à americana Qualcomm.
Novo salto
- A bordo do padrão CDMA, a Ericsson vai desenvolver entre nós o celular de terceira geração (o da Internet). O acesso vai disparar de 14,4 quilobites por segundo da atual banda B da espelho Vésper para até 2 megabites de velocidade.
Nova etapa
- Ontem, a banda A da Telefônica Celular do Rio de Janeiro ganhou os primeiros aparelhos com microbrowser para acesso à Internet (protocolo WAP). As vendas do novo celular começaram pelo Rio e por Vitória, ES.
Populismo
- O Congresso brasileiro é populista, diz o FMI. E quem não é? O próprio FMI deu agora de vestir a camisa dos excluídos.





