Joelmir Beting
Já que você tem de pensar seu negócio de qualquer forma, pense grande, definitivamente grande
Donald Trump, empresário americano
A bola de ouro
A primeira Copa do Mundo de Futebol, fora do campo, será realizada no Brasil em agosto do ano que vem. Provavelmente, em São Paulo. Dobradinha de Exposição e Congresso, o evento acaba de ser incluído no calendário oficial das comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil. Afinal, o ranking da Fifa consagra o Brasil como Campeão do Século do planeta Bola.
Organizado pela empresa Futebol S.A. Global Congress & Exhibition, do Rio de Janeiro, dirigida por Alberto Sydney Latini e Miguel Pires Gonçalves, o evento tem o apoio do Ministério do Esporte e Turismo e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O projeto foi aprovado pela Fifa. Mas o endosso oficial da entidade de Zurique terá de aguardar a escolha do país-sede da Copa do Mundo de 2006. O Brasil é um dos candidatos e a escolha da Fifa é esperada só para junho, dois meses antes do megaevento global de São Paulo.
O lançamento oficial do Global Congress & Exhibition ocorrerá amanhã, às 18 horas, em solenidade no Teatro Alfa do Hotel Transamérica. Participação de João Havellange, o brasileiro que comandou a Fifa por 24 anos corridos e que fez do futebol o primeiro e único esporte verdadeiramente global nesta virada do Terceiro Milênio.
Da Exposição e do Congresso, em agosto de 2000, devem participar todas as empresas que estão plantando enormes interesses na cadeia do soccer business no Brasil e no mundo. Aqui, mercado potencial de 95 milhões de torcedores e/ou consumidores. Ou como diz João Havellange: O futebol é a maior indústria do esporte em geral e o esporte em geral é a maior indústria dos negócios do entretenimento. E o entretenimento já é o maior mercado de serviços e de empregos da economia global. Um inventário do futebol mundial, atualizado pela Fifa para a Copa do Mundo de 1998, na França, indica que as chuteiras movimentam, por ano, entre negócios diretos e indiretos, perto de US$ 280 bilhões. Entre empregos diretos e indiretos, formais e informais, a coisa vai para 410 milhões de pessoas. O segundo colocado em faturamento, o football americano, jogado com as mãos e as armaduras (e hoje já instalado na Alemanha e na Inglaterra), é dez vezes menor: US$ 27 bilhões no ano passado.
E no Brasil? Qual é a verdadeira dimensão do futebol verde-amarelo no processo econômico? Que potencial pode ser explorado com o advento, a partir de fevereiro, do nosso futebol-empresa? Eis o diagnóstico que será divulgado na solenidade de amanhã. Ele foi realizado recentemente pela consultoria McKinsey.
Big Business
- Os negócios do futebol passam a envolver grandes marcas, grandes bancos, grandes fundos, grandes mídias. Um jogo de bilhões que promove parcerias com clubes de tradição, ídolos de calção e ícones de balcão.
Futebol S.A.
- Dezenas de clubes europeus já testam o Futebol S.A. com ações negociadas em bolsa. E mais: também os craques de verdade ensaiam titularizar-se no mercado de capitais.
Os pioneiros
- Vasco da Gama e EC Bahia serão os primeiros clubes brasileiros com ações lançadas, até fevereiro, pela Soma Sociedade Operadora do Mercado de Ativos. Clone da Nasdaq americana, a Soma é a primeira bolsa on-line no País.
Todos a bordo
- No evento global de agosto, participação de fornecedores de equipamentos, materiais, produtos, serviços, sistemas, finanças, multimídia, fitness, fisioterapia, seguros, transportes, hotelaria, arquitetura, engenharia e marketing.





