João Marcelo prefere ficar sem a carteira
João Marcelo prefere
ficar sem a carteira
Mauro FrassonDesde os 16 anos de idade João Marcelo Arriola (foto), agora com 27, trabalha sem emprego fixo ou carteira de trabalho. Mas ele sempre manteve uma ocupação fixa, seja como vendedor de produtos do Paraguai ou como faz desde o ano passado, comercializando cartões telefônicos e carnês vencidos de Tele-Sena.
O maior problema da informalidade é a variação do rendimento. Esta é a única reclamação que faz sobre a vida que leva. Casado há 4 anos, ele conta que nos últimos meses de 1997 conseguia ganhar, em média, R$ 2 mil vendendo cigarros que trazia do Paraguai. Naquele ano nunca ganhei menos do que R$ 1 mil mensais.
Hoje seu rendimento não passa de R$ 700,00 por mês. É pouco, porque só de aluguel pago R$ 250,00. Arriola informa que por dia em frente à agência central do Correios onde enfrenta a concorrência de pelo menos outros 20 vendedores nunca ganha menos do que R$ 20,00.
Ele diz que não se preocupa em procurar emprego fixo, mas admite que sempre quis ser motorista particular. Mas soube que por mês um motorista não ganha mais do que R$ 350,00, o que é pouco pelo tempo que ele tem de ficar disponível para trabalhar, analisa. Arriola sonha com um emprego melhor, mas por enquanto nada o faz pensar em trocar a liberdade. A única vantagem de ter patrão é que, se você trabalha bem, sempre vai ser bem remunerado.(R.B.N.)





