A pequena cidade de 10 mil habitantes, dos quais cerca de 2 mil holandeses e descendentes diretos, a 140 quilômetros de São Paulo, não é um jardim a céu aberto. Não há cores, flores e aromas por todos os lugares. É claro que existem ruas extremamente arborizadas, como a Alameda Maurício de Nassau, que dá num belo lago com marrecos e que exibe casas em estilo holandês. Só que, se a produção de flores no País é, na maioria, a céu aberto (73,5% da área de cultivo), a pequena Holambra concentra boa parte da produção em estufa (25%) e telado (1,5%). Afinal, são as estufas que garantem produção constante e permanente de flores.
Na cidade, fundada em 1948 por imigrantes holandeses – o Hol de Holanda, o am de América e o bra de Brasil –, grandes empresas e pequenos produtores oferecem inúmeras opções aos compradores, todos os dias. Nos leilões diários da Veiling Holambra, a maior cooperativa de flores do País, responsável por 35% das vendas nacionais e 70% das que ocorrem no Estado de São Paulo, flores e cores desfilam para os compradores.
O pregão do leilão é tão sofisticado quanto o das bolsas de valores. São dois relógios. Um para flores e plantas de corte, outro para envasadas. O equipamento foi importado da Holanda e exigiu investimento, há quatro anos, de R$ 500 mil da cooperativa.
Além da Veiling Holambra, existem no Brasil sete grandes centros de comercialização: Floranet, Ceasa-Campinas, Ceagesp, Agraflores, Cadeg, Mercaflor e Ceasa-Porto Alegre. A rede abastece 400 atacadistas e 12 mil pontos de venda.

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