Japoneses querem variedades de soja para consumo
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quarta-feira, 14 de novembro de 2001
De Londrina 
Desenvolver cultivares de soja para o consumo humano, estimulando a utilização da oleaginosa no dia a dia; negociar com o Japan International Center for Agricultural Sciences (Jircas) a utilização de genes que conferem tolerância à seca às cultivares de soja brasileiras. São temas que foram discutidos ontem no Seminário sobre Melhoria, Produção e Utilização da Soja na América Latina. Na abertura estavam presentes o presidente do Jircas, Takahiro Inoue, o diretor da Embrapa, José Roberto Peres; o chefe da Embrapa Soja, Caio Vidor, e 50 pesquisadores japoneses, brasileiros, argentinos e paraguaios, que atuam em projetos de pesquisa conjuntos.
O objetivo do evento é debater os resultados de pesquisa obtidos até hoje e avaliar a cooperação técnica. ''Nossa intenção é ampliar o contrato por mais cinco anos'', defende Vidor.
Na avaliação do presidente do presidente do Jircas, a cooperação técnica internacional colabora para que as deficiências de cada País sejam minimizadas. ''Desta forma podemos definir tópicos específicos de estudo e priorizar as linhas de pesquisa de interesse comum'', explica Inoue.
O Japão importa 95% das 5 milhões de t de soja consumidas no País, sendo que 530 mil t de soja saem do Brasil. Parte da soja importada pelo Japão é dos Estados Unidos e o Jircas pretende ter na América Latina outra alternativa para importação. ''A América Latina tem grande potencial produtivo e para que sempre haja produtos disponíveis no mercado para alimentar a humanidade é importante que façamos investimentos em tecnologias que garantam sustentabilidade agrícola'', diz Takahiro Inoue, presidente do Jircas.


