Japan Bank tem US$ 1 bi para o Brasil
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terça-feira, 10 de agosto de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Investidores japoneses estão interessados nos setores de exploração de petróleo, mineração e infra-estrutura do Brasil. Para poder apoiar a chegada de empresas ao País, o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), banco de desenvolvimento do governo do Japão, planeja desembolsar em torno de US$ 1 bilhão no mercado brasileiro no ano fiscal de 2004, que para a instituição começou em abril.
O novo representante-chefe do JBIC no Brasil, Taketoshi Aikawa, que assumiu o cargo em junho, disse que a estatal japonesa de gás está interessada em ingressar no mercado brasileiro de distribuição, movimentando ainda mais o setor. Mas o executivo não deu maiores destalhes dessa operação, como se ela seria feita por meio de uma parceria ou uma aquisição.
''O Brasil tem um PIB em torno de US$ 500 bilhões e deve crescer mais de 3% este ano. Isso é uma amostra do potencial do País para os investidores japoneses'', afirmou Aikawa, de 43 anos, o mais jovem representante da história do JBIC no Brasil. Segundo ele, o crescimento médio de 3% nas vendas de empresas japonesas instaladas no Brasil, no ano passado, contribuiu para aumentar o ânimo de grupos que estão de olho no mercado brasileiro.
Uma prova do interesse do JBIC no Brasil foi demonstrada na semana passada, quando a instituição japonesa assinou dois financiamentos com o governo de São Paulo. O primeiro foi um desembolso de US$ 200 milhões para a construção da linha 4 do metrô em São Paulo e outro crédito de US$ 200 milhões para a Sabesp, companhia de água do Estado. Ambos os projetos deverão ser concluídos em sete anos.
Mas o interesse dos japoneses no Brasil vai além. ''Estamos também interessados no setor de petróleo. O Japão é muito dependente do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a China e a Índia estão consumindo muito combustível. Para nós, é importante mantermos uma nova fonte de abastecimento sustentável'', avaliou Aikawa.
As Parcerias Público-Privadas (PPPs) são um instrumento importante para melhorar a infra-estrutura do País, disse Aikawa. O executivo, no entanto, disse que, para os investidores estrangeiros, ainda há dúvidas. ''Um dos problemas é a falta de flexibilidade fiscal e do preço do serviço que será prestado. Também não está claro como será a participação das empresas estrangeiras e como elas poderão enviar divisas para o seu país'', afirmou.


