O prefeito de Jacarezinho, José Antônio de Oliveira (PTB), anunciou ontem que vai suspender as negociações junto a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) que tentavam excluir o município do plano de racionamento do governo federal através da utilização de energia elétrica da Região Sul. A transferência seria realizada por meio da mudança na empresa concessionária responsável pelo abastecimento de energia elétrica do município ou através da utilização de energia elétrica fornecida pela Copel.
Oliveira explicou que a mudança de concessão é inviável juridicamente e que a utilização de energia elétrica fornecida pela Copel exige um volume de investimentos que compromete o projeto. ''Resolvemos aguardar a definição do Comitê de Gestão da Crise de Energia (CGE) sobre a duração do racionamento e a conclusão do processo de privatização da Copel'', alegou.
O diretor comercial da Copel Distribuição, Francisco Antônio Meyer, disse que a Copel esta à disposição do município para negociar o fornecimento de energia elétrica ao município, através da comercialização de energia à Cia Força e Luz Santa Cruz, mas explicou que fatores como a duração do projeto e o volume de investimentos dificultam a realização do projeto. ''Temos a expectativa de que o aumento no volume de chuvas amenize ou interrompa o racionamento até o próximo ano, por isso, acredito que a questão do tempo prejudica o projeto'', disse.
Meyer estima que seria necessário um investimento na ordem de R$ 6 milhões em um período mínimo de 18 meses para a construção das linhas de transmissão e de uma subestação na região. ''Recebemos a consulta da administração municipal e avaliamos a questão, mas seria necessário um estudo amplo junto a companhia paulista para definir os detalhes do projeto'', explicou.
A Copel também informou que o custo para a implantação do projeto deve ser repassado para o consumidor. Os técnicos explicaram que a empresa que arcar com as despesas deverá repassar os custos de investimento para o cliente final e alertou que o repasse acarretaria um aumento no valor das tarifas cobradas pela empresa. A direção da Cia Força e Luz Santa Cruz, do Grupo Votorantin, informou que não recebeu nenhuma correspondência oficial sobre as propostas de alteração e que, por isso, não teria dados suficientes para se manifestar.

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