Os perfis de compra e de organização financeira podem mudar, mas o jovem de hoje em dia já não abre mão de certos confortos, principalmente de estar conectado à internet pelo celular durante todo o tempo. No caso do vendedor Caíque Monteiro, de 22 anos, que divide uma casa com o irmão, as prioridades no orçamento são os pagamentos de água, energia, compras e só depois vestuário. "Mas já não dá para ficar sem WhatsApp e sem internet no mundo em que vivemos", diz.
A única coisa para ele que pode fazer com que abra mão do celular em algum momento são os passeios com os amigos à noite. Porém, conta que é organizado e que tem poupado para estudar administração. "Compra por impulso mesmo só quando é roupa. Se vir uma promoção e tiver com dinheiro na mão, tenho de comprar", afirma.
Para a auxiliar comercial Luana Guedes, de 21 anos, morar com os pais tem sido uma importante ajuda para guardar dinheiro para o futuro. Ela explica que paga a conta de telefone da residência e ajuda no supermercado, mas grande parte do que ganha é direcionada para projetos pessoais. "Vou me casar no ano que vem e estou guardando para dar entrada em uma casa, além de pagar pelo meu estudo e as prestações de um carro", diz a estudante do terceiro ano de administração.
Nas compras por impulso, estão os itens para a casa e roupas que ainda a atraem. Assim, se precisar cortar algo, Luana deixa de lado o lazer e as refeições fora de casa, mas não se desconecta do mundo. "Procuro ficar com meu celular porque hoje é útil para tudo, seja trabalho, família ou estudo", diz. (F.G.)

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