Em 2007, o mercado publicitário brasileiro voltado para os jornais impressos movimentou mais de R$ 3 bilhões em anúncios, número 15% maior do que o ano anterior. Essa mídia se consolida como a segunda do Brasil quando o assunto é propaganda e publicidade. No mesmo ritmo cresce a circulação de jornais no país, contrariando as previsões de alguns especialistas que chegaram a afirmar, na última década do século 20, que os veículos impressos iriam acabar no século 21. As informações são do diretor-geral do Instituto Verificador de Circulação (IVC), Ricardo da Costa Silva, que esteve em Londrina, a convite da FOLHA, para um café da manhã com publicitários e anunciantes.
No evento, que reuniu mais de 100 pessoas, Costa Silva falou sobre a importância da auditoria de circulação nos veículos impressos, que precisam transmitir a um mercado - que ele classificou como aguerrido e altamente competitivo -, dados confiáveis sobre a circulação.
''Uma pesquisa da Associação Nacional de Jornais (ANJ) revelou que o jornal é o veículo mais consultado por pessoas que pensam em efetuar uma compra ou que já se decidiram a comprar. Além disso, em jornal e revista todos os horários são nobres. Portanto, cabe aos veículos oferecer garantias sobre a circulação utilizando a auditoria de um órgão independente como o IVC'', enfatizou.
Utilizando os números da FOLHA DE LONDRINA como exemplo, o diretor-geral mostrou aos participantes do evento o quanto é rigorosa uma auditoria do instituto em jornais de circulação paga. Ele explicou que os dados são muito confiáveis devido ao fato de os auditores terem a possibilidade de analisar todos os dados de faturamento da empresa. ''Auditando os dados da contabilidade, podemos ver, pelas movimentações financeiras, qual é o número exato de exemplares vendidos, tanto para assinantes quanto em banca'', comentou.
Os números do IVC revelam que a FOLHA é a maior em número de assinantes no Paraná - 33.525. De acordo com a gerente de circulação, Luciana Fontes, só em Londrina em torno de 69.700 mil pessoas lêem o jornal todos os dias. Os 22.244 clientes dão à FOLHA a liderança de mercado na Região Metropolitana de Londrina. A FOLHA também se destaca pela grande capilaridade pelo Paraná, chegando a 302 dos 399 municípios do Estado.
Segundo Costa Silva, no caso dos jornais gratuitos, a análise do IVC é feita sobre o número de fichas cadastrais preenchidas por pessoas interessadas em receber um exemplar e por auditorias de tiragem.
Ainda de acordo com o diretor-geral do IVC, no Brasil existem em torno de sete mil títulos de jornais e revistas, dos quais 500 são auditados pelo instituto. ''O publicitário João Altino de Barros, um dos fundadores do IVC, diz que antes das nossas auditorias começarem, em 1961, era tão indelicado perguntar a circulação de um jornal quanto a idade de uma senhora. Atualmente, para quem está pensando em anunciar em algum veículo impresso, saber se a publicação conta com o IVC é indispensável'', destacou.
O IVC é dirigido por representantes de anunciantes, publicitários e veículos impressos. Para garantir a total imparcialidade quanto às auditorias nas publicações, é sempre presidido por representantes de anunciantes ou de publicitários.
O objetivo do evento, segundo José Eduardo Andrade Vieira, superintendente da FOLHA DE LONDRINA, foi esclarecer o público, agências e grandes anunciantes sobre a importância e confiabilidade do trabalho do IVC. ''O IVC é uma organização séria que referenda as informações sobre a tiragem e circulação do veículo de comunicação. Ou seja, não é apenas a FOLHA, mas um instituto de grande credibilidade no Brasil quem está confirmando nossos números'', afirmou.
O superintendente ressaltou ainda a importância de se divulgar o correto posicionamento do jornal no mercado. ''Queremos que o anunciante tenha retorno, e para isso é essencial que ele esteja bem informado e que vendamos o produto certo. Não é interessante para o jornal criar uma expectativa que não se realize'', apontou, acrescentando que esse é um caminho para se fortalecer a credibilidade conquistada.

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