Itaú tem até quinta-feira para explicar demissões
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
A direção do Banco Itaú tem até quinta-feira, 1º de fevereiro, para explicar ao Ministério Público do Trabalho em Curitiba os critérios para demissões de funcionários e mudanças na política salarial do Banco Banestado. A decisão foi tomada ontem, depois de uma audiência entre procuradores do Ministério do Trabalho, representantes de sindicato e federação de bancários e do Itaú.
O objetivo da audiência era discutir os critérios para as demissões, mas os representantes do Itaú alegaram que este assunto deveria ser tratado na mesa de negociações e não no Ministério do Trabalho. Nós suspendemos as negociações porque o banco não vinha cumprindo os acordos, disse Isabel Cristina Ribas de Lima, secretária da Federação dos Trabalhadores de Empresas de Crédito (Fetec), que participou da audiência.
Segundo Isabel Lima, a direção do Itaú está usando de má-fé para forçar demissões por justa causa de funcionários da ex-estatal. Até ontem, já tinham sido homologadas pelo sindicato dos bancários de Curitiba 176 demissões. Só hoje (ontem) foram mais 60 pessoas notificadas, disse. Esses números não consideram as demissões de funcionários de agências do Interior do Estado.
As principais informações exigidas pelo Ministério Público do Trabalho são a respeito dos critérios de demissões, motivos para o corte no pagamento de horas extras e redução salarial. O banco está demitindo até portadores de LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e pessoas que têm liminar que impede demissões, lembrou Isabel Lima.
Segundo a diretora da Fetec, a direção do Itaú cortou as horas-extras dos funcionários do Banestado. Em seguida, transferiu os débitos em folha de pagamento para as contas correntes. Com isso, houve desequilíbrio nas contas e muitas pessoas estão com problemas de crédito. Pela legislação, funcionário de empresa do sistema financeiro que for considerado inadimplente pode ser demitido por justa causa.


