Itaú nega demissões e sindicato contesta
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
A direção do Banco Itaú/Banestado nega que esteja promovendo demissões em massa. Na defesa apresentada ao Ministério Público, a direção do banco alegou que está fazendo ajustes necessários e comuns, quando ocorre uma fusão de duas empresas de grande porte. O Sindicato dos Bancários contesta a posição do Banestado e afirma que só em janeiro já foram feitas 92 homologações e outras dez estão sendo oficializadas hoje.
No próximo dia 7, o Itaú comparece à frente do MP para se pronunciar sobre as demissões, disse o diretor do Sindicato dos Bancários, Eustáquio Moreira. O diretor de Relações Institucionais do Banestado, Aldous Galletti, afirma que o Banestado vem dando todas as explicações sobre os procedimentos trabalhistas adotados no banco ao MP e todas as ações estão sendo adotadas com transparência, insistiu.
Galletti disse que as demissões ocorridas até agora correspondem a ajustes isolados dentro da estrutura do banco. Insistiu que o Itaú não pensa em demitir. Pelo contrário, a intenção do banco é investir cada vez mais em treinamento dos recursos humanos, porque o cliente quer entrar na agência e encontrar o gerente e o caixa que está acostumado a tratar. Galletti disse que não sabia exatamente quantos foram demitidos até agora. Mas lembrou que muitos estão saindo porque estão se formando em faculdades e querem abraçar outra carreira e outros estão se aposentando. E o sindicato contabiliza tudo isso como demissão, afirmou.
Para Moreira, do Sindicato dos Bancários, é muito estranho que funcionários com idade média de 41 anos de idade, com mais de 15 anos de casa queira mudar de carreira ou se aposentar. Segundo o sindicalista, esse é o perfil dos demitidos. O sindicalista disse ainda que foi informado que outras 90 demissões serão comunicadas nos próximos dias.


