São Paulo O Itaú anunciou ontem a aquisição do banco BBA-Creditanstalt por R$ 3,3 bilhões e uma reestruturação societária. Será criada uma holding financeira que controlará o banco Itaú, o braço do grupo no varejo, e o Itaú BBA, que passa a ser o maior banco de atacado do País.
Com a operação, o patrimônio líquido do conglomerado financeiro Itaú, que é hoje de R$ 11,4 bilhões, saltará para R$ 14,8 bilhões. ''Será o maior banco em base de capital do País'', diz Roberto Setubal, presidente do banco Itaú.
Segundo dados do último balanço trimestral do Bradesco, encerrado em 31 de setembro, seu patrimônio líquido é de R$ 10,5 bilhões. A fusão com o BBA permitirá ao Itaú superar o Bradesco em patrimônio líquido, mas o banco da Cidade de Deus (Osasco, São Paulo) continuará sendo o maior em ativos. Uma vez concluída a fusão, daqui a seis meses, o Itaú terá R$ 119,8 bilhões em ativos, enquanto o Bradesco possui R$ 140,1 bilhão.
Parte em dinheiro Para costurar o negócio, o Itaú deverá retirar pouco dinheiro do caixa. ''Apenas um sexto do valor da transação (cerca de R$ 550 milhões) será pago em dinheiro'', explicou Setubal ao anunciar a associação.
O restante será pago da seguinte forma: metade em ações preferenciais do Itaú resgatáveis em 12 anos, um sexto em ações do banco Itaú do Brasil e do Itaú Grand Cayman e um sexto de dívida subordinada (emissão de títulos para o BBA).

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