O Banco Itaú não revela qual será a estratégia jurídica que vai adotar para cassar a liminar que livrou o governo da responsabilidade de desembolsar R$ 233 milhões para liberar ações da Copel colocadas em caução junto ao banco. Procurada pela Folha, direção do Itaú não quis comentar a decisão do juiz Marcos Josegrei da Silva e se restringiu a informar que continua a negociação com o governo no sentido de prorrogar o prazo para quitação da dívida em troca do resgate das ações da Copel.
O banco Itáu foi o mais atingido pela liminar concedida essa semana, porque vinha mantendo uma posição vantajosa nas negociações com o governo do Estado, avaliou o advogado Jaime Oliveira Penteado, um dos autores da ação. ‘‘Agora, o governo do Estado ganhou tranquilidade para continuar as negociações.’’
A ação apontou como réus a União, o Banco Central do Brasil, o Estado do Paraná, o Banco do Estado do Paraná, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e o Banco Itaú. Dificilmente o Banco Central e a União irão recorrer dessa decisão, porque só formalizaram a operação Banestado/Copel e foram intervenientes no contrato. Ou seja, eles não têm interesse em que o governo do Paraná perca o controle sobre a estatal, avaliou o advogado.
O governo do Paraná teria que desembolsar até o dia 31 de dezembro, R$ 233 milhões de um total de R$ 350 milhões que foi a dívida contraída junto ao Banestado, pela qual deu as ações da Copel em garantia. Isso porque o governo de Pernambuco já pagou a dívida que tinha com o Paraná, que era de R$ 117 milhões.

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