O Itaú deve tornar público hoje a quantidade de ações do Banestado que ficará com os funcionários do banco recém comprado. Por causa da privatização, quem trabalhava no banco estatal teve direito de ficar com até 9,44% das ações ordinárias e preferenciais que pertenciam ao governo do Estado. A quase totalidade dos 7,5 mil funcionários, mais os aposentados, fizeram a adesão e se tornaram acionistas.
A vantagem estava no preço fixado, que correspondeu à metade do valor de cada ação. Desta maneira, cada bancário teve o direito de adquirir 10 lotes, o que representou 606 ações a um valor unitário de R$ 0,32. O preço total foi de R$ 1.871,45. Este preço foi financiado pelos clubes de investidores. O principal clube, que concentrou praticamente todas as adesões, foi o Grazul.
O que mais chamou atenção dos funcionários foi a garantia de lucro certo com a operação financeira. Eles compram os papéis pela metade do preço e, quando quiserem vender, o Itaú é obrigado a comprá-los pelo valor real, isto é, pelo dobro. A regra vale por um período de um ano. Após este prazo, o Itaú terá o direito de pagar o preço de mercado das ações do Banestado. Hoje, uma ação do banco privatizado vale R$ 0,64, mas foi comprada pelos funcionários por R$ 0,32.
O Itaú terá interesse em comprar as ações dos funcionários para se tornar o dono absoluto do Banestado. Mas para isso terá de desembolsar em torno de R$ 20,53 milhões para cobrir toda a oferta. Ao arrematar o Banestado por R$ 1,625 bilhão, no leilão do último dia 17, o Itaú passou a deter 88,04% do capital total do banco paranaense. Além das ações em posse dos funcionários, há 2,52% de papéis com acionistas minoritários.

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