Curitiba O banco Itaú vai comprar ações dos minoritários do Banestado. O Itaú quer fechar o capital do Banestado e para isso apresentou uma oferta pública de compra de ações para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em que se dispõe a comprar a totalidade dos papéis que ainda estão em poder dos minoritários. Segundo o Itaú, 2,6% do capital do Banestado, que corresponde a 17.217.203 ações, estão nas mãos dos minoritários.
O banco está oferendo R$ 952,14 por lote de mil ações na compra de ações ordinárias e preferenciais, com pagamento à vista. A data para a realização do leilão será definida assim que a CVM aprovar a operação que envolve também a compra de ações dos bancos estatais BEG (Banco do Estado de Goiás) e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), também adquiridos pelo Itaú.
Com a compra das ações dos minoritários, o banco Itaú poderá fechar o capital dos três bancos estatais, concentando as atividades na holding financeira do banco Itaú. O banco justificou que as ações em poder dos acionistas minoritários têm baixa liquidez e por isso seria oportuno que elas fossem vendidas. De acordo com o Itaú, os sócios minoritários do BEG têm 1,16% das ções e os do Bemge, 0,15% da ações.
Segundo o analista Mohmed Talah Júnior, da corretora Century Gestão de Negócios, de Curitiba, a iniciativa do Itaú visa reduzir custos com a manutenção de empresas de capital aberto. Não vale a pena para o banco arcar com custos de manutenção dessas empresas que praticamente não representam mais nada em Bolsa de Valores.
Sobre o valor oferecido, o analista de mercado considera a oferta do Itaú muito baixa. Na período anterior à privatização do Banestado, há cerca de três anos, as ações valiam R$ 1.000,00 o lote de mil. Na época da privatização as ações despencaram para R$ 920,00 o lote de mil e agora o banco está ofertando pouco mais que isso.
Júnior salienta que o Itaú deveria estar ofertando no mínimo R$ 1,30 a R$ 1,50 por ação, que corresponde à correção dos ativos do banco nos últimos dois anos. O Itaú não está considerando essa correção e nem o patrimônio retirado do Banestado nesse período.
Se os minoritários resistirem à oferta pública e não venderem as ações, certamente o banco deve fazer nova oferta mais para frente em bases mais atraentes, disse o analista.

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