Itaú apresenta PDV para funcionários do Banestado
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
A diretoria do Itaú/Banestado apresentou ontem um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para os funcionários do banco, especialmente os do antigo Banestado, que foi elaborado a pedido da Procuradoria Regional do Trabalho. A intenção é dar salários extras, que variam conforme o tempo de serviço, mais quatro meses em vale-refeição e manutenção do plano de saúde. Apesar de não concordar com as demissões, o Sindicato dos Bancários aceitou a proposta de desligamento incentivado. Sindicalistas e representantes do Banestado estiveram reunidos por mais de três horas na Procuradoria Regional do Trabalho.
Os funcionários que pedirem demissão vão receber de dois até seis salários extras, conforme o tempo de serviço prestado. Todos receberão ainda vale-refeição por quatro meses, o que soma R$ 580. O plano de saúde se manterá por um período que varia de três meses a um ano (ver tabela). Os interessados têm até o final de março para se inscreverem.
O Banestado não informa qual será o número de cortes que pretende fazer. O banco entende que é um ajuste normal que ocorre quando duas empresas se unem, afirmou ontem o diretor de Relações Institucionais do Itaú/Banestado, Aldous Galetti. As demissões estão sendo encaradas como pontuais pela diretoria.
O Sindicato dos Bancários informou que desde o início do ano até o dia 9 de fevereiro foram homologadas 495 demissões, sendo 296 funcionários concursados. O restante é empregado terceirizado. Um placar colocado pelos sindicalistas na Boca Maldita, Centro de Curitiba, informa que as demissões passam de 570. Segundo o diretor do Itaú/Banestado, metade dos desligamentos ocorreu por iniciativa dos próprios funcionários que pediram demissão.
O economista do Dieese, Daniel Passos, que acompanhou parte da reunião, disse ter considerado muito tímida a proposta do Itaú. Ficou aquém em relação ao PDV do Banestado, feito antes da privatização. O Banestado gastou R$ 137 milhões para demitir 2 mil funcionários. O Itaú gastará R$ 16 milhões para desligar 1,5 mil, calculou.
O banco informou que não teria sentido elaborar um programa muito atrativo. O banco fez um programa para atrair alguns. Não dá pra fazer algo tão bom, pois aí todo mundo vai embora, justificou o diretor de Recursos Humanos do Itaú/Banestado, Marco Antonio Sampaio.


