O processo de demissões de funcionários do Banestado, hoje controlado pelo Itaú, ainda não terminou. Ontem, na quarta rodada de negociações entre Sindicato dos Bancários de Curitiba e a direção do banco paulista, os sindicalistas foram avisados pelo diretor de recursos humanos do banco, Marco Antônio Sampaio, que a ‘‘redução do quadro é inevitável’’. No encontro, Sampaio teria afirmado que já foram demitidas 13 pessoas do antigo banco paranaense. O sindicato anunciou anteontem que eram 60 funcionários.
Oficialmente, o banco evita comentar o tema com a imprensa, afirmando por meio da assessoria de imprensa que não há novidades nas negociações. Mas durante a reunião, o diretor de recursos humanos avisou aos sindicalistas que ainda está avaliando quantas agências e funcionários deverá manter no banco. Marco Antônio Sampaio foi taxativo ao dizer que, mesmo se tivesse uma resposta, não avisaria antecipadamente ao sindicato.
No encontro, o sindicato apresentou ao banco um pacote de reivindicações, que vão de garantias de emprego até a discussão do anuênio. Os bancáris querem estipular uma valor para compensar as pessoas que vierem a ser demitidas. Também querem que seja fixada uma compensação pelo anuênio, no valor de R$ 1.846,00. Atualmente, a federação dos bancos defende o patamar de R$ 1,1 mil.
Outro item do pacote dos bancários é quanto ao pagamento de horas extras. O sindicato quer o pagamento desse direito, associado à garantia de emprego pelo período de 18 meses. Mas o banco alegou que, a partir de janeiro, muda o sistema de trabalho, que pode inclusive significar em melhoria salarial. Os dois lados volta a se reunir no dia 27, às 10 horas.

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