Itaú adia negociação com bancários
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Não foi desta vez que os bancários e o Banco Itaú, atual controlador do Banestado, encontraram uma solução quanto às homologações das demissões de funcionários do banco privatizado. Os representantes do Itaú não compareceram ontem na reunião marcada pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Eles alegaram que hoje haverá mais uma rodada de negociação entre as partes. E, por isso, o assunto deverá ser posto na mesa.
Os sindicalistas convocaram a audiência na DRT para tentar impedir que o banco faça a homologação das rescisões dos trabalhadores diretamente na delegacia. Essa tática é para impedir que o sindicato saiba quantas pessoas foram dispensadas pelo Itaú e, também, evitar que os demitidos tenham apoio jurídico do sindicato, queixou-se o presidente do sindicato José Daniel Farias. A reclamação foi colocada em ata, na audiência na DRT.
Farias informou que o banco já comunicou a 60 funcionários, que eles perderão seus cargos. O Itaú está escolhendo pessoas acima de 40 anos, com mais de 20 anos de casa, além daquelas afastadas temporariamente por lesões de esforços repetitivos, denunciou.
No entanto, a assessoria de imprensa do banco informou que o Banestado não vai discutir números de eventuais demissões. A posição oficial do Itaú é que não haverá demissão em massa e as que acontecerem são pontuais, obedecendo decisões administrativas.
O presidente do sindicato dos bancários considera que falta diálogo por parte do banco. Há disposição em ceder nas negociações, desde que o Itaú abra mãos em alguns pontos, afirmou. Os bancários estão reivindicando garantias de emprego por 18 meses, não fechamento de agências, solução para o fundo de pensão dos trabalhadores e pagamento de horas-extras dos bancários.


