Italianos de olho no consumidor do PR
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sexta-feira, 10 de março de 2006
Katia Michelle Pires<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governo da Sicília, na Itália, está de olho no potencial econômico do Paraná. Vai investir cerca de R$ 1 milhão num conjunto de ações que tem o objetivo de aumentar o consumo de produtos alimentícios italianos no Estado. A empreitada terá Curitiba como sede e tem como negociadores uma comissão de empresários italianos formada por 15 pessoas, que desde a última quinta-feira estão na Capital visitando empresários e apresentando produtos típicos da Sicília. A missão comercial tem o apoio do Consulado Geral da Itália e da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Paraná e já contatou cerca de 600 empresas alimentícias e importadoras do Estado.
O interesse do governo italiano no Paraná não acontece por acaso. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), somente no ano passado, o Estado importou o equivalente a US$ 146 milhões de empresas italianas. O número colocou a Itália na sétima colocação entre os países que mais venderam ao Estado. Já as exportações paranaenses no período foram de US$ 212 milhões, o que deixa a Itália na 14 posição entre os países que mais adquiriram produtos do Paraná.
Os principais produtos que integram essa política de investimento são o vinho, o azeite de oliva e os doces. Todos produzidos na Sicília, que é o segundo maior produtor de vinho da Itália, de acordo com Instituto Nacional de Estatística do país. ''Só para exportação, a Sicília produz 8 milhões de litros de vinho por ano'', revela o presidente da empresa Nova Média, Antonio Alamia. A empresa organiza o evento com os empresários paranaenses. Chamado de ExpoSicília 2006, o evento encerra hoje e foi formado por uma série de degustações dos produtos italianos.
Além de incrementar a importação dos alimentos italianos, o grupo de investidores também procura em Curitiba um ponto comercial para inaugurar a Casa da Sicília. O local, além de ser um show room de vinhos e alimentos sicilianos, vai servir como uma ponte cultural entre a Itália e o Paraná. ''A Sicília preza pela qualidade dos alimentos e das bebidas e tem uma cultura bastante significativa. Queremos mostrar isso aos curitibanos'', diz Alamia.
Sobre o motivo de ter escolhido a capital paranaense para o investimento, ele revela: ''Curitiba tem a fama de ser uma cidade ecológica e que se preocupa muito com o ambiente. Para nós, um povo que tem essa preocupação é também um povo sensível que preza a boa alimentação''. A negociação com os empresários paranaenses interessados na importação dos produtos sicilianos já começou, mas a inauguração da Casa da Sicília, ainda sem local definido, deve acontecer no prazo máximo de quatro meses.


