Itaipu se mantém como a 1ª do mundo
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domingo, 16 de maio de 1999
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
Caio Coronel/ItaipuForça da naturezaItaipu deverá superar este ano a marca de 90 bilhões de quilowatts/hora: hidrelétrica atende a 24,5% do consumo brasileiroA Usina Hidrelétrica de Itaipu, administrada por uma empresa binacional que reúne capital brasileiro e paraguaio e fundada em 17 de maio de 1974, chegará ao século 21 como a primeira colocada no ranking mundial na produção de energia elétrica.
Três Gargantas, a rival chinesa que já está operando parcialmente, embora tenha um potencial de produção superior (18 milhões de quilowatts contra 12,6 milhões), está enfrentando dificuldades técnicas pelas condições hidrológicas desfavoráveis e deve atingir seu auge e ameaçar a supremacia da usina brasileira somente na segunda década do próximo século.
Responsável pelo suprimento de 31,6% das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e por 24,5% do consumo total brasileiro, Itaipu deverá superar este ano a marca dos 90 bilhões de quilowatts/hora. No ano passado, a usina produziu 87,9 bilhões de quilowatts/hora, um pouco menos que o recorde histórico de 1997, -89,2 bilhões de quilowatts/hora.
O volume de energia produzida só não foi maior que no ano anterior em decorrência de problemas constantes nas linhas de transmissão de Furnas e da formação do reservatório de Porto Primavera (SP), que diminui a vazão no Lago de Itaipu. Mesmo assim, o volume total de energia produzida em 12 meses por Itaipu equivale a 9,5% do consumo anual do Japão ou 28,3% das necessidades anuais da Grã-Bretanha.
Desde a entrada em operação da primeira unidade geradora, a usina gerou mais de 800 bilhões de quilowatts/hora. Neste ritmo, já no primeiro semestre de 2001, Itaipu atingirá a cifra de um bilhão de quilowatts/hora.
As obras para a implantação da 19ª e 20ª turbinas devem começar em breve. A compra do maquinário e a contratação da empresa que vai executar a obra estão em processo de licitação. Quando estiverem em funcionamento, provavelmente no ano 2001, as novas unidades geradoras acrescentarão mais 1,4 mil megawatts na produção.
O terceiro linhão em corrente alternada de Furnas, que liga a subestação de Foz à de Tijuco Preto e transmite a energia produzida na hidrelétrica, já está operando até Ivaiporã (região central do Estado), o que deve garantir a transmissão das nove unidades que trabalham em 60 hertz (voltagem brasileira). Com apenas duas linhas, a capacidade de transmissão era de 5,4 mil megawatts dos 6,3 mil megawatts possíveis.
Outra novidade é a instalação dos sistemas Scada e Mondig, já em testes, que gerenciam por computador todos os procedimentos de operação e manutenção, diminuindo a possibilidade de falhas técnicas e humanas.


