A direção da Itaipu Binacional, que administra a Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, quer antecipar a entrega de duas turbinas de 700 MW, prevista para 2003 pelo Consórcio Itaipu Eletromecânico (Ciem) e pretende colocá-las em operação até o fim de 2002. Sozinhas, as duas turbinas representam uma hidrelétrica de porte médio e elevarão a capacidade de geração de Itaipu para 14 mil MW ante os atuais 12,6 mil MW. Alguns dirigentes das empresas que integram o Ciem lembram que os equipamentos poderiam ter sido entregues há mais tempo.
Isso porque, há dois anos, a Itaipu resolveu fazer uma concorrência no mercado internacional para a compra dos equipamentos. Como a tecnologia é a mesma e o processo de desenvolvimento das turbinas estava em poder do Ciem, um novo fabricante levaria mais tempo para produzir o equipamento. Mas, somente no início deste ano, é que saiu o resultado da concorrência.
A hidrelétrica de Itaipu é formada com igualdade de direitos e obrigações entre o Brasil e Paraguai – 50% do capital é das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e 50% da Ande – empresa paraguaia. A usina tem hoje 18 unidades geradoras de 700 MW cada e atende às Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Rio Tibagi A Klabin, empresa de papel e celulose, vai elevar em 4% sua auto-suficiência em geração de energia, buscando atender o porcentual de 25% de corte no consumo estabelecido pelo programa de racionamento, informou o diretor geral da companhia, Josmar Verillo.
Dentre as medidas emergenciais anunciadas, a Klabin também estuda a construção da terceira turbina da hidrelétrica do Rio Tibagi (PR) - onde a capacidade de geração de 22 MWh passaria para 34 MWh.’’ Outra alternativa seria destinar a produção de uma das duas caldeiras da Igaras, em Santa Catarina, apenas para a geração de energia.

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